sexta-feira, 27 de abril de 2012

1° Capitulo: Sangue e Sombra, 5º parte



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As palavras são sussurradas e os gestos são precisos, uma centelha ascende em na palma de sua mão e passa para as redias, mas a concentração tem que ser alta, afinal de contas, guiar um treme terra já é difícil, e mais difícil é conjurar magia enquanto guia este grande animal em meio a uma batalha.

O alvo é simples, um pequeno humano que está logo ali em frente, ele está parado aguardando o ataque, ele vai ser atropelado e explodido. Então o que mais esperar? O chicote esta na coluna do animal e ele aumenta a velocidade.

A cesta onde eles estavam, não esta lotada como de costume, ainda caberiam mais uns sete irmãos caso fosse preciso deslocamento no campo de batalha, mas para o que eles estão fazendo, já tem o bastante, dois arcanos e dois arqueiros o guia já era o suficiente para o que estavam planejando. Não estavam enfrentando coisa grande e não estão esperando ser atacados de cima. E foi bem neste ponto que se abateu.

O inimigo já esta bem perto. E uma mancha negra sobe alto sendo seguida por uma grande explosão de luz, a luz é tão forte que obriga aos filhos da sombra fechagem os olhos se não quisessem ficarem cegos. Uma das feras berra alto e um estrondo mais forte acontece.

Quando  os olhos voltam ao normal se acostumando com a claridade, Kheior já tem descido seu machado e o braço e um quarto do corpo do filho das sombras fora descolado de seu corpo. O corpo do Irmão cai para o lado e Kheior olha par aos outros.

Não deu tempo de reagir, assim que todos perceberam o que se tinha acontecido, Kheio já arremessara seu machado e avançara apara cima dos arcanos que não tiveram chance de conjurar.
Foram todos mortos.

O machado desfizera um arqueiro, o encontrão arremessara o outro para fora do cesto matando-o na queda. Kheior se vira e apenas olha para os outros dois e isso foi o suficiente para fazer o desespero se instalar no peito dos Filhos da Sombra. Em seu desespero e tentativa de fuga do monstro humano, os filhos se jogam do animal monstruoso. Mas um é impedido de cair e quem o puxa de volta é Kehior.

- Pensa que vai ser fácil assim?

E o espanca ate a morte. Nesse processo Kheior arranca os braços e a cabeça do Filho da Sombra, usando apenas as mãos.

Os olhos levantam e ver o sangue jogar igual a um chafariz, mas não seu sangue, mas não sangue de seu inimigo, o sangue vem de seu corcel abatido, ele relincha brutamente e tenta se levantar mais isso é impossível, pois Silla Magno amputara suas quatro patas em um único e certeiro movimento de espada. Se seu outro braço estivesse bom para a guerra, diria que teria capacidade de retalhar tanto cavalo quanto cavaleiro antes de chegar ao solo.

- Pelo código dos paladinos de Lina eu não posso matar pessoas indefesas. Levanta-te e encare a justiça.

Sua armadura reluz igual ao sol mas suas asas permanecem fechadas, uma asa em uma batalha em solo só traz desvantagem e desequilíbrio. Sua aponta para o Filho da Sombra, ela também reluz, mas um brilho diferente, ela brilhava em dourado puro, era a famosa Vingadora Sagrada, Um anjo tinha descido do Céu sobre as ordens de Lina e entregara a lendária espada para que Silla branda a justiça na escuridão deste mundo.

O Filho Primeiro da sombra olha para sua montaria e olha para Silla, ainda esta de cara para o chão, seu machado esta logo ali ao alcance de seus punhos, aquele maldito iria pagar pela morte de tamanha preciosidade. Então ainda deitado, estende sua mão para o machado, segura firmemente no punho e espera dois segundos. No outro segundo um instante foi o suficiente para se levantar. Mas se levantara já sacudindo seu machado para cima, batendo na espada de Silla e a fazendo sair do caminho, o machado para em cima e desce junto com o passo a frente do filho.

O Golpe fora violento e fizera o metal vibrar e soar alto, mas mais alto foi o desequilíbrio proporcionado pelo golpe do adversário. A mão sobe desengonçada, se pelo menos estivesse com as duas mãos na espada, aquele golpe não teria surtido tanto efeito e a luta não teria virado para o sombrio. Impossível de escapar, o golpe do Herdeiro iria lhe acertar a clavícula esquerda, mas suas asas batem e ele se joga para traz, o impulso que suas asas geraram foram suficientes apenas para livrar do golpe fatal, pois quando a Lamina do Machado descera, ela riscara sua armadura.

O machado bate no chão, o filho da escuridão sabe que se parar ali, Silla vai entrar no ataque, então ele tem que continuar pressionando ate mata-lo, se não seus aliados chegariam e o cercaria e a luta iria ser difícil de ganhar. Silla ainda esta no ar recuando e tentando ajeitar a postura, essa era a hora. O Filho da Sombra, gira o machado e o faz como par arremessando areia para cima. O machado pousa em cima de novo e o herdeiro avança de novo.

A areia voa e atinge-lhe os olhos e a ultima coisa que Silla viu foi o avanço do Filho da Sombra, tudo o que conseguiu fazer foi fechar os olhos e cobrir seu corpo com suas asas. O machado descia com ódio e orgulho, eu venci era isso que se lia nos olhos preto, mortos iguais as das bonecas. Mas algo acontece e um vetor o impulsiona para longe. Silla cai a dois metros para longe dali.

- Morra Silla! – Graças a forte luz que Silla emana, o Herdeiro da Escuridão não percebe uma outra pessoa se aproximar pelas costa de Silla.

Momentos antes do machado destruir a vida de Silla, essa pessoa salta das sombras e cai do lado dele, o projeta para longe usando uma técnica avançada. Ela agora ficara no caminho do machado que desce violentamente em sua direção. O machado desce. Mas essa pessoa da um paço para a diagonal e vira todo o corpo, assim saindo da linha de acerto do machado. Assim que o machado desce acertando o vácuo que ficou ali, essa pessoa acerta um murro no filho da sombra, seu soco se assemelha quando uma pessoa tem seu arco totalmente puxado.

Se o filho da escuridão fosse de um tamanho humano, o murro teria lhe afundado a garganta, mas ele era grande de mais e o soco lhe entrara no peito.

Seus olhos ainda não se acostumaram totalmente com a claridade repentina e agora essa outra humana entrara furtivamente no meio do combate, lhe tirando a honra de matar Silla.

Um paço e três murros afundando a mão no peito. E um frio lhe toma de súbito. Ele entra pelo peito onde foi atingido e se espalha para todo corpo lhe causando calafrios e lhe prendendo os músculos. Alguma coisa naquela mulher lhe causava medo, ele nem conseguia olhar em seus olhos mas mesmo assim não conseguia definir aquela inquietação. Seu corcel parara de relinchar, deve estar morto, o olho vai para o lado e foi ai que ele ver dois dos cinco Treme Terra foram abatido e o chão esta lamoso pelo sangue escorrido de seu corcel misturado com o de seus irmãos. Impossível, como apenas três humanos conseguiram massacrar tantos irmãos de guerra e de sangue? E mais impossível ainda, como em menos de um minuto, duas de suas bestas foram abatidas assim tão facilmente, elas agora estão ali, deitadas se confundindo com montes de carnes e seus outros irmãos mortos com seus braços e pernas e peitos amassados ou quebrados ou arrancados, uns deveriam ter morrido da queda e outros mortos por aquela humana.

Como a luz nas trevas eternas pode ser tão massacrante? Sua pele arde e tosta mas ao mesmo ele treme do frio de dentro de seu corpo... malditos sejam.

Seu novo oponente lhe causava mais medo e espanto do que Silla. Na verdade lutar com Silla parecia ter sido um esporte, mas agora ele tem a impressão de esta acuado e lutando pela própria vida. A cavalaria poderia esta de apoio vindo em instantes para cair em cima deles e lhe ajudar a fugir. É a ideia de fugir lhe passa pela cabeça, mas o que seria isso, seria o medo, estaria ficando fraco. Não, morto poderia ficar, mas fraco e covarde nunca.

Sari estava ali, calma, serena, sem se mexer muito, os outros Treme Terra passavam por ali mas nem um conseguia acerta-lhe flechas nem magias. A luz os encandeiam e a mira é impossível de acontecer e suas bestas não querem investir para cima dela, por mais burras que sejam as bestas, elas ainda vivem e sentem medo.

Explosões acontecem ao seu redor e o máximo que os guias podem fazer é fazer círculos em volta desta terrível mulher e rezar para que o guerreiro do machado não escale o animal e os massacrem. Mas Kheior está ocupado, descobriu que mais adiante a cavalaria estava estacionada esperando a ordem de atacar, como eles não iriam atacar e Kheior agora é quem guia o treme terra, então ele coloca a besta para cima dos cavaleiros, quebrando a formação e criando caos ali. Depois de achar sem graça ficar apenas olhando, Kheior pula do animal e começa a atacar.

Kheior sempre achara mais divertido matar cavaleiros do que infantaria, normalmente a infantaria se fazia de fracos e buchas de canhão enquanto a cavalaria era o lugar para os que sabiam lutar e se dedicavam a isso todos os dias, então o desafio era maior, eles duravam mais. Como eram cavaleiros e o espaço era pequeno o melhor a ser usado era o mangual de guerra, apenas a infantaria não teme tal instrumento de morte, eles não tem escudos nem armaduras para saber a diferença de uma espada um machado e um mangual.

Os escudos se partem, as cabeças dos cavalos são destroçadas, as armaduras de nada servem mediante ao peso do golpe de Kheior, as armaduras simplesmente se abrem, nada protegendo o corpo delicado de seus donos. Alguns tentam atropela-lo, mas Kheior da para o lado e arranca fora a pata do cavalo para logo em seguida enterrar o peso na coluna de seu adversário. Era divertido, ninguém ali conseguia para-lo.

O peito dói mas a honra é intacta. Suas condições só lhe permitiam um movimento e um movimento iria ser feito... avança em um golpe lateral. Sari entra no golpe se esquivando se baixando indo buscar o joelho de seu inimigo com um cruzado. Quando o golpe se faz, o joelho já estourara e o Herdeiro berra de dor caindo no chão largando o machado.

Uma trombeta soa e ele reconhece que é o toque de recuar, três ligeiros três vezes. Sari não esta disposta a deixar seu inimigo sair assim tão facilmente, mas uma explosão chega ali perto, perto de mais para ela ignorar o fato, e pula para se proteger, quando ela se levanta uma das bestas toma coragem e avança para cima dela, a intenção era clara, da cobertura para seu mestre fugir.

Não iria escapar assim tão fácil.

A besta vem e Sari vem também, o animal para e levanta poeira e Sari não ver nada, maldito seja, não tem como lançar poeira em terra molhada, como isso foi acontecer? Mas, primeiro que a poeira vinhesse ate ela, uma pedra é lançada, sem temer a pedra, Sari a pega com a mão, mas assim que ela encosta na pedra, ela joga a pedra longe e se joga na direção oposta e em uma fração de segundo e pedra estoura lançando fragmentos. Alguns estilhaços acertam Sari, mas ela não se deixa abater pelo braço sangrando e corre para onde deveria estar o Filho primeiro da sombra. Mas ele já não esta mais lá.

Mais uma vez os filhos da Sombra recuam e a luz da lua rompe o cerco que as nuvens faziam e volta a jogar seu véu mórbido por toda terra. 

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