sábado, 19 de maio de 2012

2º capitulo:(ainda sem nome) 1

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Olhos penetrantes os obeservam ao perto, mas ao de não sentir o caminhar é vacilante, sua determinação em sair deste charco trevas homicidas. A guerra a morte a destruição do ser em sua plenitude atinge ate aquele quem tentou guardar sua alma em algo que não é seu corpo. Olhos fustigam a presença aterrorizadora de um guerreiro monstruoso. Ele abre caminho a golpes de facão e procura algo que a muito deixou, mas não sabe se é ali onde o deixou, ou talvez só esteja procurando alguma coisa de valioso. 

Diziam que a qualquer palmo cavado entre as árvores mortas trazia um tesouro de um herói esquecido... todas as árvores são mortas, mas a árvore das árvores esta bem ali, queimada, essa é quase a ultima dela. Ela se ergue alto, o fogo a consumiu quase inteira deixando apenas carvão e seres devoradores da morte... o sagrado de outrora fora reduzido a corpos destroçados e empalados, corpos de filhos da sombra.
Onde estará toda essa sombra que outrora governou este mundo? Ninguém imaginava, ate mesmo o Magno de seu grupo que acredita em tudo e não duvida de nada, já tinha começado a pensar que não passava de uma lenda... O Pai das sombras, lenda, quem diria.

Era Kheior quem cava, usa suas mãos e uma faca, não tem pá, mas quem se importa, os filhos das sombra, morreram e os que não tiveram esse destino não mais querem luta com eles, são todos medrosos, todos temem seu grito de guerra e só é preciso uma olhada em seu machado de guerra para fazer as entranhas se retorcerem e os pés a frequejarem, sua visão também não é a das melhores. Um humano de dois metros de altura, corpo robusto, alcance alem do imaginável, seu machado sempre buscava seus inimigos o mais longe que eles conseguiam correr, mas não montava. Se fossem temos antigos diriam que era o próprio Gregor Clagane, mas esses tempos de fogo e gelo foi deixado para trás a milênios.

Olhos de fome anunciada se mostra monstruosas nuvens largas de tempestade, o frio do vento bate em sua face e o calor de seu peito se mostra, um humano, era o que estava caçando por primeiro, alguém de uma lenda muito vasta, mas não se lembra bem o qual... o calafrio sobe a da coluna e algo lá dentro trás a lembrança da resposta do que tinha esquecido.

Igual a um felino ela se aproxima furtiva e sorrateiramente, sua mente é turbina de irformação, dever demônios honra monstros resgate escuridão impunidade filhos. Lembranças de tudo e do nada. A face branca e pálida emerge das mata de treva e se aproxima, duas laminas duas mãos duas vidas e uma morte. O machado mora nas costas.

A boca saliva de ansiedade, ele iria morrer ali mesmo. Mas toda sua vida não foi feita de descuido, na verdade toda sua vida foi feita de fazer pensar que tinha feito de descuido uma constante, mas não. O cabo é puxado por baixo e em um movimento devastador o machado já esta girando com seu corpo, a mulher é acertada, mas não é feita em duas, ela estava perto de mais, a haste é quem a acerta quebrando-lhe algumas costela e lhe atirando longe.

Deitada ela se faz. Kheior não sabia o que estava passando, ele só sabe que alguma coisa o seguia com os olhos, ele só sabia que alguma coisa queria sua morte, ele só sabia que iria pegar aquilo de surpresa. E a pegou de surpresa, tanto que agora Orfelia estava lá, caída e inconsciente.

O que Kheior via, era um ser, humanoide pequeno de pelagem vermelha e vestindo trapos, seja o que for, vai morrer pela ousadia. Kheior saca sua espada e se aproxima lentamente de Orfelia, ele não queria correr nem mais um risco.

- Ainda respira – e se aproxima já preparado para enterrar a espada - mas não parece estar consciente.

Quando bem perto chegou, ele pousou seus pés perto da cabeça de Orfelia, fintou aquele corpo branco que carrega duas espadas, uma de um lado e a outra do outor, e não se perguntou nada. Levantou a espada, mas antes que ela descesse, o ser que ali em baixo está se move rápido e enterra uma faca de caça(cerca de um palmo de comprimento) em sua boca. Kheio segura o grito e desce a espada, mas ela acerta apenas a areia, pois Orfelia já não mais estava ali, ela rolara para o lado e já sacando sua cimitarrra para corta-lhe a lateral do joelho.

Mas antes que Orfelia conseguisse sacar sua espada, Kheior levantar seu pé, segurar mais uma vez o grito, da um passo para o lado e chuta a têmpora de Orfelia que desmaia e não termina o golpe.

- Pensa que vai me pegar? Já matei monstros mais habilidosos que você, seu merda.

Desta já com mais cuidado, Kheior da um pulo para trás e com a haste de seu machado, ele balança o corpo inerte de Orfelia, ela sangrava pelos ouvidos e pela boca, mas apenas um filetezinho, nada de mais. Kheior amarra as mãos e os pés de Orfelia e começa a roubar tudo aquilo que parecia ter valor, retira-lhe as espadas e as facas que estavam a amostra, mas o que ali se tinham na verdade eram laminas de péssima qualidade que só furavam pois tinha ponta, mas lamina não tinham.

De inicio Kheior pesara que aquilo que o atacara era um duende ou algo do tipo, depois que se aproximou, percebeu que era um humano, mas pesara que era homem, foi só quando meteu as mãos nas dobras da roupa de Orfelia a procura de moedas, que reparou a existência de seio, não eram grandes iguais as das prostitutas de Meltam nem as de Sari, mas era tão macios quanto, mas para ter certeza, ele colocou a mão por entre a roupa ate sentir a pele e foi para o baixo ventre e notou que o que ela tinha era uma buceta e cabeluda, quis saber se eram vermelhos iguais aos cabelos, então percebeu o pau bem rígido e notou que fazia tempo que não fudia com ninguém, só matança matança matança, e por mais suga e de cara inchada essa mulher poderia estar, ainda era uma buceta humana no meio de tantos monstros.

Então virou a barriga de Orfelia para o chão, jogou para o lado o manto que a cobria, removeu a parte de baixo da roupa dela, deixando a mostra suas coxas e bunda, pele branca como copo de leite, apertou sua bunda e coxas, bem firmes e duras. iria ser ali mesmo, com amadura com tudo, se a levasse para Silla, ele não o deixaria fazer aquilo que queria, então era melhor faze agora enquanto ela não estivesse acordada, só depois a levaria para o grupo.

Desabotoou apressadamente a calça e colocou o membro para fora, nem mais sentia a dor de seu pé esfaqueado, olhou para o rabo de Orfelia e já sentia o desejo tomar conta, colocou as duas mãos na bunda da mulher e abriu, cheirou e lambeu e cuspiu, quando Kheio se preparava para penetrar em Orfelia, ele olha para frente e ver Sari olhando para ele.

- O que você iria fazer com essa pobre moça?

Não tinha resposta, era quilo mesmo que Sari estava pensando.

- Ela tentou me matar, tivemos um embate e eu ganhei, estou pegando meu espolio. – e colocou o membro de volta para dentro. Ainda estava meio que duro e fazendo volume.

O sangue sobe todo para o rosto de Sari, ela cruza os braços e fala.

- Então quer dizer que se eu derrota-lo aqui e agora, eu posso enfiar qualquer coisa pelo seu anus, igualmente o que você pretende fazer com essa mulher.

- Mas espere – pelo que tinha convivido com ela, Sari realmente iria querer brigar agora, mas era coração mole, era só dizer que não iria fazer mais aquilo e pronto – eu não sabia que era contra as lei, eu estava apenas pegando o que segundo as leis de meu povo diz que é para fazer – a lealdade as regras dos outros iria ter que funcionar.

- Não estamos mais com seu povo, então trate de respeitar as leis universais de Lina, se você tentar fazer algum mal a sua prisioneira, irar se ver com justiça sagrada – estralou o pescoço e os punhos.

- Peço desculpa então – mentiroso – não irei mais cometer essa atitude agora que sei que é proibida. Mas afinal de contas, o que te trais ate mim? Eu num falei que iria demorar?

- Falou, mas eu senti uma presença maligna vindo desta localidade, mas agora a pouco sumiu, a presença vinha daqui.

- Não seria desta mulher aqui? – aponta para Oferlia.

Sari se aproxima dela e toca em seu rosto.

- Não. Dela não veio, eu vejo confusão e tormenta, mas maldade não vejo – de sua mão um vapor começa se elevar - vejo também que também acertaste um chute na têmpora dela, por pouco não morre, estava com hemorragia interna e o crânio tinha partido, estava semi morta. Mas agora Lina já a curou – e volta a se levantar – aliais, vista ela, e a traga para perto do grupo, seja o que ela for, ela não uma escrava, nos precisamos saber qual é a saída daqui, ela pode saber disto. – se vira e vai saindo – tem mais, quando ela acordar, devolva as espadas dela e tudo o que você fizer com ela, meus punhos vão fazer com você.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Capitulo 1:ultima parte, Sangue e Sombra.


7

O ódio de seu coração via a silhueta de Orfelia, ela estava ali, agachada, com os cabelos balançando ao sabor do vento e apenas observando e procurando a próxima vitima. Não, ela não iria matar mais nem um de seus irmãos. Os sacerdotes tinham-lhe curado o joelho e o peito, colocado os ossos no lugar e a carne restaurada, mas mesmo assim, ainda doía quando se movia, não importava, a humana está logo ali, vai ser pega de surpresa, seria apenas um movimento de seu machado para exterminar a existência desta praga.

O filho mais velho aperta o cabo de seu machado com tanta força que suas longas unhas de seus longos dedos chegam a perfurar a própria carne. Teria que ser em um único movimento... E dispara em uma corrida silenciosa pisando no sangue das mães e por cima de seus cadáveres ainda quentes.

Quando perto chegou do fim da tenda, seus poderes psíquicos fazem com que o pano seja completamente destroçado. A luz proveniente do incêndio joga sombras sobre seus olhos e escurece seu alvo e ela não percebe o que estava para acontecer. O grito de guerra resoa tão alto quanto a força aplicada em seu golpe. O machado entra pelo ombro e vai descendo ate chegar ao chão, desce e vai passando sem nem um impedimento, contando ossos e carnes e tudo mais que poderia existir. Uma dor excruciante atinge-lhe, era seu joelho, o movimento foi forte de mais para ele aguentar sem reclamar.

Em sua violência o machado só pode parar quando se enterrara na areia branca do solo infértil. O ser que ali estava não se mexe mais, e uma ponta de orgulho é sentida. Finalmente vinguei minhas mães e irmãs. Mas uma outra pontada é sentida, esta não era de orgulho nem emoção. Esta pontada descia pela batata da perna era fria e era de dor. Logo depois uma coisa quente é sentida descendo a canela.

Dois metros e setenta em pé não veem um metro e sessenta agachada saindo da sombra.

A lamina depois de dentro do joelho é girada e desce quase lentamente, rápida apenas o suficiente para sair no final de sua batata, antes que o Herdeiro da escuridão olhasse para baixo, mas lenta o suficiente para o Filho mais velho sentir a lamina cortar cada centímetro de sua carne.

O Herdeiro puxa a perna para trás, ao mesmo tempo, ele vai olhando para baixo para saber o que tinha-lhe acontecido, o que ver é o suficiente para não entender, mas o suficiente para se jogar para trás largando o machado que fora pregado no chão com tanta força.

Ao mesmo momento em que o filho mais velho se joga para trás, a lamina é desembainhada em um movimento fluido, forte e ascendente. Um silvo vermelho se projeta e se faz vermelho na penumbra no local onde alguns instantes atrás estava o pescoço do Herdeiro da escuridão, se ele não tivesse se jogado para trás, ele teria mais do que seus tentáculos aparados. A mão esquerda se junta ao cabo, um passo é dado para frente e outro golpe rasga a escuridão, não arrancara o pescoço, mas rasgara o peito de uma ponta a outra.

Tinha conseguido escapar do primeiro golpe se jogando para trás, apenas deixando alguns tentáculos caírem no chão, mas o segundo golpe foi mais violento e ele estava apoiado com a perna ferida por Sari e agora por Orfelia, então fez jorrar sangue.

Sua biologia monstruosa lhe concedia um estancamento dos ferimentos quase que de imediato, nisto, o peito se fecha, apenas deixando sair o espirro de sangue proveniente do corte primeiro, mas depois ele se fecha, igual ao que aconteceu ao corte da perna.

- Aquele que salta das sombras, sempre permanece nelas. E perece a luz dos olhos de um outro.

Mais nada se via. Orfelia já desaparecia. Seus olhos estão presos em sua presa, era maior, era mais forte, é mais ágil, é mais inteligente e está em maior quantidade, lutar a peito aberto é um erro.

Uma adaga voa certeira, se aloja bem de baixo do sovaco do Herdeiro.

- Você não tem Honra? – gritara ao ser atingido. O filho da sombra remove a adaga com força e rapidez. E quando fez isso, urrou de dor e o sangue foi despejado.

- Sangre igual a um porco.

– VOCÊ NÃO TEM HONRA! - e perdeu o movimento deste braço. A adaga tinha cravos e quando foi arrancada, ela saiu junto com grandes pedaços de carne grudada nela.

- Você pensa que vai sobreviver? – o fogo faz com que as tendas ao lado caiam, criando barulho e uma chance de escapar, mas também uma distração... Ataque Furtivo...

O medo começa a aparecer de novo, a fúria que existia dentro da cabana, morrera junto com as mães e a esperança de sair vivo. Sim, estava ficando covarde sim, seu braço direito não mais funcionava e sua perna esquerda agora era coxa, impossível de lutar com alguém deste jeito. Duas outras laminas circulares aparecem fundindo-se com sua carne, um em seu braço bom e a outra na lateral de seu sua costela.

- Pretende fugir?

- Não a escapatória.

- Já estais morto, só não sabe ainda.

As sombras falavam e dançavam, seu mundo nunca pareceu tão ameaçador. Ele via tudo na escuridão, via quando as laminas vinham voando e lhe acertavam, mas só via um vulto e o resto é sangue. Como se luta contra um inimigo que não se pode ver... era o que aprendeu quando pequeno, quando seu pai lhe ensinava a caçar mortais, o que não existe é o que não se ver, ninguém luta contra  o que não enxerga... Sempre fez batalhas importantes sobre o mato da noite e da escuridão, mas o que fazer quando seu inimigo é invisível mesmo na claridade da lua? “enlouqueceu, ele não existe” seria a resposta do pai.

- Seus irmãos não vão lhe ajudar...
Seus irmãos viam vindo, eles vinham despreocupados, pensam que o irmão é imbatível, que nunca perdeu uma batalha na vida, eles vinham já pensando em levar o corpo da humana, ilusão.

-... Pois já estão mortos. – Orfelia deixa que ele a veja indo em direção a seus irmãos.
Ainda tenta falar alguma coisa, mas não consegue, sua língua estava enrolada, aquela maldita humana estava usando alguma espécie de veneno que paralisa a boca.

Os cabelos soltos e vermelhos de Orfelia tremulam iguais a um estandarte de guerra sendo levado ao campo de batalha. Ao longe ela para e espera os irmãos passarem por`ela. Orfelia cai sobre os irmãos, e cai igual a um relâmpago ate saindo do fundo da terra. Orfelia salta das sombras por trás dos irmãos já lambendo o pescoço de um com uma adaga, antes que eles percebessem que seu companheiro tinha caído, Orfelia já tinha enterrado a adaga no fígado do outro e chutado a perna do que estava mais a frente, que se desequilibra. O que teve o pescoço cortado nem chegou a saber o que se passou, mas o que teve o fígado transpassado pela adaga, soltou um urro de dor, os outros três que estavam a frente tomaram um susto e o que teve a perna chutada, caiu no chão.

Orfelia parou na frente deles, seus cabelos caídos para frente meio que encobria seu rosto, mas deixando seus terríveis olhos a mostra e parte de sua boca. Ela rosna para seus inimigos e eles reconhecem quem ela deveria ser, seus um metro e sessenta de altura sobrepujava totalmente os dois metros e meio de seus inimigos e por menor que fosse, Orfelia intimidava mais.

O que estava no chão, continuou no chão, se borrando de medo, os outros dois demoraram acho que uns 3 segundo para entender a ameaça a sua frente, não, minto, o da esquerda teve que morrer para o da direita entender o que se passava, ate ai eles não tinham entendido. Um ser tão pequeno fazer tamanha coisa.
Assim que Orfelia encarou-os, sua espada subiu e dividiu o da esquerda em quase duas partes, a espada entrara entre o ventre e foi subindo dividindo ele ate o começo do plexo-solar, as tripas e todos os outros órgãos caíram e o ser maligno tombou para trás.

Quando o da direita entendeu o que estava se passando, fomos atacados, a espada de Orfelia já pousava sangrenta no alto e a arma do filho das sombras em baixo. Ele ainda tentou uma investida, mas esqueceu a posição da espada de Orfelia, que só fez descer. Rasgou o crânio garganta e parte do peito, o sangue jorrou e Orfelia se virou e enterrou sua espada no peito do que estava caído, e foi banhada pelo sangue do que teve a garganta, o crânio e o peito cortadas.

Orfelia se levanta, vai andando calmamente ate o Primeiro Filho da sombra, ele em seu terror, tenta fugir. Ela não é humana, eu tenho que avisar ao pai, ela é o avatar de algum demônio furtivo. Os humanos que ate aquele momento ele tinha lutado, todos tinham medo, todos evitavam encontrar com ele e seus irmãos, todos temiam e todos evitavam lutar. Mas isso que chegou aqui, não existe. O Filho da sombra ainda tentou coxear para dentro de algumas tentas e gritando palavras em sua língua, pedindo por socorro. Mas ninguém iria ajuda-lo.

Quando o Herdeiro da escuridão deu as costa, tentando fugir, ele não foi longe, não tinha dado dois passos e caiu de joelho. Orfelia tinha pego dois dardos que estavam por ali, perto de algum escravo morto, um dos dardo acertou bem entre a dobra do joelho, o outro acertava o calcanhar, sendo que ambos por trás.

Orfelia chega nele e o chuta, ele cai de cara no chão. Saca suas duas espadas e em um golpe cruzado, corta fora as duas pernas. Depois guarda uma das espadas, pega um braço e o corta fora, depois repete isso no outro braço. O herdeiro das trevas gritava e pedia pela morte a cada corte. Mas Orfelia se restringia ao silencio. Então ela guarda sua outra espada, não foi preciso torniquete, depois de um tempo, a ferida se fechou sozinha. Então Orfelia agora pega uma das adagas no chão e o Filho da Sombra sabe que não vai morrer ainda, ela vai violar mais ainda seu corpo, e grita, urra e implora pela morte limpa. Mas quem disse que a sombra é limpa?

A adaga passa e corta fora todos os restantes de tentáculos da boca, que tinham sido encurtados. Depois arranca fora um dos olhos e depois todos os dentes da boca e a língua. Por fim enfia a adaga em um canto onde ele não iria morrer, apenas iria sentir muita dor.

- Quando a noite cai o lobo uiva e as crianças choram, e choram com medo de minha presença, os seres da luz temem e me desprezam por ser um deles, persegui as sombras desse mundo e não pereci, eu acabei com tudo que aparecia em minha frente, queimei todas as suas árvores e matei todos os stalkes que mandaste ate mim, matei suas mães, matei suas mulheres e matei seus filhos e irmãos e você achou mesmo que iria sobreviver? Você é o Primeiro Filho da Sombra, você vai perecer perante minha espada. – a lamina gira em seu ombro esquerdo, retorce carne osso e tendões - Eu sou a sombra da escuridão, a serva da luz que caminha nas trevas, sou a escuridão presente em tudo que vive, o medo da morte e o horror da vida, eu persigo os vivos e aniquilo os mortos, sou eu quem trago a morte prematura e o esquecimento da alma, a morte permeia o meu ser e se condensa em minhas laminas, e eu vou te mostrar todo o horror de viver. – e vira o Herdeiro da escuridão de barriga para cima. – Olhe bem para quem vai te enviar de volta para as sombras de onde você nunca deveria ter saído. – saca a espada.

A espada desce, mas a cabeça não sai de primeira, mas a intenção não era essa, era apenas cortar a garganta. Ele ainda estava vivo, Orfelia queria que ele sentisse a morte chegar lentamente.

– Quando chegar lá, Diga que foi eu quem lhe enviou. Orfelia Tirel. – Ele ainda viva para escutar isso, seu sangue borbulha pela boca e jorra pelo pescoço, ele morre afogado com o próprio sangue.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

1° Capitulo: Sangue e Sombra, 6º parte


É preciso a escuridão mais profundo para sobrepujar as sombras deste mundo, talvez seja justamente por isso que ela está aqui, sua lamina destrói o obscuro e surgindo igual a luz d farol em noite tenebrosa. O passo é dado e a escuridão faz terror em quem fazia terror neste mundo de sombra sangue sofrimento solitário. Não a como escapar, a lamina balança de um lado ou outro fazendo rosto sem emoção aparecer, desaparecer e reaparecer.

- Vocês temem a morte... temem, pois a morte não existe em seu mundo.

A lamina desce de súbito, fazendo jorra sangue e grito da vitima. Orfelia caminha entre as Mães mudas.

- Para onde vocês vão, depois da morte? – a lamina desce no pescoço de outra. Os gritos dos escravos que tentam controlar o incêndio lá fora, termina por abafar qualquer pedido de socorro das mães das sombras.

- Sé encontrarem com alguém, no mundo dos mortos, diga que fui eu, Orfelia, quem te enviou – a lamina desce de novo.

- Culpem apenas Lilimar, aranha dona da teia do destino, afinal de contas, foi apenas ela quem fez nossos caminhos se cruzarem.

A ultima mãe olha para seu carrasco, ela sabe que não existe escapatória, todas as outras morreram, a escuridão desta mulher é muito profunda para se controlada. O sangue de suas irmãs escorre por seus tentáculos e  gosto metálico vem junto com o medo. O que essa humana está esperando para, porque não me mata logo?

- Ele está aqui  - e sorri e desaparece do mesmo jeito que surgiu.

Uma lança penetra na tenda e acertaria Orfelia se ela não tivesse desaparecido momentos antes, a lança atravessaria o peito dela, mas em vez disso, acerta o corpo morto de uma das mães.

- Pensou que iria viver?

Por um segundo, sim, pensou que iria viver, chegou ate a pensar, que bom, meu filho veio me resgatar, ele vai entrar aqui, matar a humana e me salvar. O frio mais gélido que alguém poderia sentir, é sentido de uma orelha a outra passando pela garganta e logo em seguida o calor do sangue jorrando por sua garganta é sentido por seu peito. Para ter certeza da morte, a faca é cravada na nuca da mãe, ela só sente um calafrio e uma pontada de dor de cabeça. Uma faca já se mostrava encravada na nuca de sua Mãe quando conseguiu entrar na tenda.

O grito de um outro irmão e o som de carne sendo cortada anunciava que Orfelia já tinha saído e deixara para traz seu rastro de sangue e morte.

O Jubilo de dor e desespero de um ser maligno que não foi rasgado fisicamente, mas sim emocionalmente, é sempre maior e mais violento do qu qualquer outro. Aquela humana o atingira onde mais doía. Esses últimos dias foram sequencias de grandes derrotas para o Povo das sombras.

As árvores sagradas estavam sendo queimadas por uma humana que ninguém conseguia rastrear, e quando conseguiam, seus caçadores eram mortos esquartejados e as cabeças e seus pedaços eram feitos de enfeite de árvores. Em menos de dez dias, das sete Árvores Sagradas, apenas duas delas não foram incendiadas.
O inimigo maior, agente da loucura e alienígena deste plano começara a se mover de novo e a ganhar terreno a oeste e não avia nada que os filhos da sombra podiam fazer.

Humanos entram no mundo das sombras como se fossem convidados a entrar e a saquear, em um desses saques, a caixa de sete trancas fora perdida ou roubada, isso nunca aconteceu, mas talvez fosse pela ira dos deuses.

Silla magno lidera um pequeno grupo de humanos que sozinhos aniquilaram e dispersara toda a vanguarda de seu exercito, agora avançam em direção ao acampamento do Grande Pai. E talvez o objetivo deles sejam realmente exterminar com o Grande pai e todos os filhos.

Agora apenas uma humana colocara caos em toda a retaguarda e invadira o acampamento das mães, começara um incêndio para colocar mais caos ainda e agora massacrara todas as mães das sombras. Talvez ela seja aliada de Silla e se fosse esse o caso, o filho mais velho dera muita sorte de só ter perdido o cavalo e saído com apenas alguns ferimentos.

A escuridão ainda permanece, mas o filho mais velho sabe que as mães estão de olhos abertos, então ele os fecham como sinal de respeito.

Uma  centelha surge e logo se faz grande clarão que projeta uma silhueta feminina na tenda das mães das sombras. As feridas da batalha contra Silla ainda estão muito recente tiram-lhe as habilidades, seria um erro lutar contra esta humana estando nesta situação, mas o ódio tem-lhe possuído a alma, com isso todo o raciocínio vai embora. Ele iria lutar.

- Orfelia... era o nome dela...- foi as ultimas palavras de uma das mães.