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Ah, a areia se ergue em seu jubilo mórbido, elas acendem a altura grande e revoam, mas não como outrora eram brancas iguais a superficie morta da lua, e sim rajadas de um escarlate violento proveniente de um massacre em andamento. O machado cintila momentos antes de descer em sua trajetória arrancando gritos e braços fora, dividindo em dois tudo aquilo que é vivo e todo aquilo que é morto que ainda caminha e ataca.
Os gritos e vociferações são grandes, mas maiores e de mais dores por parte dos flagelados Filhos da Sombra que se confiando em seus poderes psíquicos e esqueceram com quem estavam lutando. Kheior emerge daquela poeira vermelha e com um grande berro, investe para cima do maior agrupamento de Filhos da Sombra, eles se amedrontam e são esmagados, enquanto investia Kheior rodopiava seu grande machado e quando chegou no grupo, ele o enterrou e teve morte a sua direita e esquerda e na suas costas e na sua frente. E a cada golpe dado era uma morte a mais e um grito gargalhado de Kheior.
Um tolo ate tentou acerta-lo com uma lamina morta enquanto seu Machado Lendário jazia ensanguentado na cabeça de um dos escravos. Kheior coloca o antebraço na direção da lamina. A lamina resoa na placa da armadura e a lamina se desfaz e pó, O Vândalo estende o mesmo braço e amassa a cabeça do escravo apenas com um apertão, depois é atirado para o lado e daquele lado Kheior ver outros dois agrupamentos de Filhos da Sombra, então investe mais uma vez, sempre berrando e sempre indo no maior grupo. Os filhos da Sombra não conseguem controla-lo pela mente, então a Brutalidade Arcana teria que ser usada. Mas não surtem tantos efeitos.
Ainda dentro da poeira vermelha que ainda teima em subir, cães ladram e outros gruem e o som de ossos sendo quebrados se escuta, os cães infernais correm ao redor e atacam, atacam e voltam, tentam quebrar a formação que Sari e Silla fizeram, ambos protegem o Rei Pegazom daqueles terríveis cães infernais que são pele e osso e suas cabeças não tem pelo nem carne é um crânio de osso negro, mas tem orbitas e saliva, suas mandíbulas se projetam enormemente para frente com o sentido claro, arrancar e rasgar.
Existem três homens ali e apenas uma mulher e apenas a mulher e o Rei quem vestem trapos, os outros vestem armaduras de um grosso metal, mas de leve movimentos. Sari é fácil ser reconhecida, ela é apenas uma mulher que veste trapos e não tem cabelo, mas é extremamente bela e de movimentos graciosos e precisos que afundam e quebram os ossos daqueles cachorros infernais. Sila é reconhecido por sua magnífica armadura reluzente com detalhes em ouro prata e marfim mais com símbolos da gloriosa Deusa Lina em maior resplendor, mas o seu traço mais marcante é o fato dele ser o único mestiço élfico com humano que possui asas, uma asa e um braço quebrada, ele sempre fica sem elmo, mas nem por isso é menos perigoso, sua espada é sempre certeira e o mal em seu caminho é destroçado.
Existe um outro homem, ele é grande sua armadura é completa, as marcas em sua armadura trazem o símbolo da Grande Dourada, sua arma é uma espada enorme que é balançada de um lado ao outro tentando ferir algum cão, mas os cães são rápido de mais para ele.
Os cães latem e mordem e se movimentam e conseguem uma parte do que queriam. O servo da Grande dourada vai ao chão e é arrastado fora da formação, foi seu fim, em terra onde a morte governa, só os fortes sobrevivem e o servo da Grande dourada se garantia apenas nos poderes da Dourada, mas esqueceu que ali no mundo das sombras, quem manda sãos os Filhos da sombra e não uma Deusa estrangeira.
Assim que ele cai no chão, já começa o processo de desmembramento. Ele é arrastado para fora da formação, uma de suas pernas já fora arrancada na queda.
- Me ajuda Silla, pelo amor de que Lina tem por todos nos, me ajude. – enquanto falou isso, um cão infernal pula em cima dele e começa a dilacerar seu rosto. Mas o Servo da Dourada não se rende, ele saca uma faca e começa a esfaquear o terrível cão.
Tanto Silla quanto Sari olham para aquilo com terror nos olhos e querem mais do que tudo poder ajudar seu companheiro de batalha, mas não podem, pois a única coisa que matem Pegazom vivo é a formação.
O Clérigo ainda estava vivo quando os outros cães abriram sua armadura e começaram a comer seu intestino, ele ainda lutava enquanto seu intestino estava todo pra fora, suas pernas arrancadas e seu rosto desfigurado e tudo isso em meio a gritos de horror e agonia, mas que foram abafados pelos latidos e rosnados dos cachorros infernais. O Clérigo só parou realmente de gritar e de lutar quando teve seu braço arrancado fora e sua cabeça totalmente destroçada. O servo da Grande Dourada estava consciente de tudo e sentindo tudo, foi muito rápido para morrer sem sentir cada mordida que os cães faziam ate arrancar quase completamente todo seu corpo.
- Cadê aquele maldito Ninja, se escondeu quando se mais precisa dele.- era o que Sari pensava enquanto lutava contra os cães e via seu aliado ser devorado ali mesmo na frente dela.
Então a poeira escarlate baixa e algo mais atroz do que o massacre dos Filhos da sombra é visto. Um pequeno ser de roupas negras, gargalha e ordena que uma infinidade de sombras que arremessam os Filhos da Sombra dentro de uma mancha completamente escura, os que caem nesta mancha tem a carne de seu corpo completamente derretida e os ossos estilhaçados, alguns desesperados cometem suicídio, explodindo fracos de fogo grego neles mesmo antes que as sombras conseguissem arrasta-los para dentro da grande mancha negro que aumenta cada vez que um ser vivo entra nele.
É então que uma grande trombeta soa ao longe, duas vezes ligeiro e uma vez longo, e todo o resto de tropa de Filhos da Sombra se dispersão fugindo do grande caos que é o campo de batalha. Mas antes que algo mais acontecesse, algo invisível atinge todos os Filhos da Sombra que estão ali e todos morrem. Os cães infernais fogem acuados deixando apenas o metal e algum esqueleto do clérigo.
- O que vai acontecer agora? – perguntou Pegazom a Silla.
- Não sei ao certo, mas me lembro do que aquele Filho da Sombra que encontramos na Árvore tinha nos falado, que o Grande Pai deles iria vim pessoalmente me caçar.
O chão começa a tremer de leve, e só quem percebe isso é Sari que interrompe a todos.
- Esperem, estão sentindo isso?
- O que?
- O chão, ele treme.
- É apenas um terremoto. – falara Kheior despreocupado – Não se preocupem.
E nesse momento o tremor aumenta e vários chicotes são estalados ao longe. E mais outra vez uma trombeta é tocada com dois toques ligeiros e seguido por um longo. E se repete outras quatro vezes
- Merda, uma cavalaria.
Mas não, não era cavalaria coisa nem uma. O que ali se mostrou era algo pior do que cavalos das sombras. O chicote se escuta estalar o chão treme e agora as bestas berram e tambores de batalhas se escutam. O que vem lá é tão mais sombrio do que qualquer cavalaria das sombras.
Um cavaleiro Surge montado em um enorme cavalo roxo de crinas brancas, o animal é muito inquieto e cospe fogo toda vez que relincha e empina e não fica parado, seu cavaleiro é um humanoide todo armadurentado, mas seus tentáculos da boca revelam sua raça. O cavaleiro carrega consigo um estandarte com a figura de uma árvore negra com o fundo vermelho escuro.
- Então é esse o Pai das Sombra? Não me parece grande coisa.
Assim que Silla mencionou isso, O cavaleiro finca o estandarte no chão pega um machado e o ergue em direção a lua. O céu é completamente encoberto por nuvens, e assim lançando sombras por todo Plano das Sombras. A escuridão se bate sobre eles e tudo vira breu.
- O que vamos fazer? – perguntou Pegazom, já se desesperando.
- Vamos lutar nas Sombras – respondera Sari.
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