sexta-feira, 4 de maio de 2012

1° Capitulo: Sangue e Sombra, 6º parte


É preciso a escuridão mais profundo para sobrepujar as sombras deste mundo, talvez seja justamente por isso que ela está aqui, sua lamina destrói o obscuro e surgindo igual a luz d farol em noite tenebrosa. O passo é dado e a escuridão faz terror em quem fazia terror neste mundo de sombra sangue sofrimento solitário. Não a como escapar, a lamina balança de um lado ou outro fazendo rosto sem emoção aparecer, desaparecer e reaparecer.

- Vocês temem a morte... temem, pois a morte não existe em seu mundo.

A lamina desce de súbito, fazendo jorra sangue e grito da vitima. Orfelia caminha entre as Mães mudas.

- Para onde vocês vão, depois da morte? – a lamina desce no pescoço de outra. Os gritos dos escravos que tentam controlar o incêndio lá fora, termina por abafar qualquer pedido de socorro das mães das sombras.

- Sé encontrarem com alguém, no mundo dos mortos, diga que fui eu, Orfelia, quem te enviou – a lamina desce de novo.

- Culpem apenas Lilimar, aranha dona da teia do destino, afinal de contas, foi apenas ela quem fez nossos caminhos se cruzarem.

A ultima mãe olha para seu carrasco, ela sabe que não existe escapatória, todas as outras morreram, a escuridão desta mulher é muito profunda para se controlada. O sangue de suas irmãs escorre por seus tentáculos e  gosto metálico vem junto com o medo. O que essa humana está esperando para, porque não me mata logo?

- Ele está aqui  - e sorri e desaparece do mesmo jeito que surgiu.

Uma lança penetra na tenda e acertaria Orfelia se ela não tivesse desaparecido momentos antes, a lança atravessaria o peito dela, mas em vez disso, acerta o corpo morto de uma das mães.

- Pensou que iria viver?

Por um segundo, sim, pensou que iria viver, chegou ate a pensar, que bom, meu filho veio me resgatar, ele vai entrar aqui, matar a humana e me salvar. O frio mais gélido que alguém poderia sentir, é sentido de uma orelha a outra passando pela garganta e logo em seguida o calor do sangue jorrando por sua garganta é sentido por seu peito. Para ter certeza da morte, a faca é cravada na nuca da mãe, ela só sente um calafrio e uma pontada de dor de cabeça. Uma faca já se mostrava encravada na nuca de sua Mãe quando conseguiu entrar na tenda.

O grito de um outro irmão e o som de carne sendo cortada anunciava que Orfelia já tinha saído e deixara para traz seu rastro de sangue e morte.

O Jubilo de dor e desespero de um ser maligno que não foi rasgado fisicamente, mas sim emocionalmente, é sempre maior e mais violento do qu qualquer outro. Aquela humana o atingira onde mais doía. Esses últimos dias foram sequencias de grandes derrotas para o Povo das sombras.

As árvores sagradas estavam sendo queimadas por uma humana que ninguém conseguia rastrear, e quando conseguiam, seus caçadores eram mortos esquartejados e as cabeças e seus pedaços eram feitos de enfeite de árvores. Em menos de dez dias, das sete Árvores Sagradas, apenas duas delas não foram incendiadas.
O inimigo maior, agente da loucura e alienígena deste plano começara a se mover de novo e a ganhar terreno a oeste e não avia nada que os filhos da sombra podiam fazer.

Humanos entram no mundo das sombras como se fossem convidados a entrar e a saquear, em um desses saques, a caixa de sete trancas fora perdida ou roubada, isso nunca aconteceu, mas talvez fosse pela ira dos deuses.

Silla magno lidera um pequeno grupo de humanos que sozinhos aniquilaram e dispersara toda a vanguarda de seu exercito, agora avançam em direção ao acampamento do Grande Pai. E talvez o objetivo deles sejam realmente exterminar com o Grande pai e todos os filhos.

Agora apenas uma humana colocara caos em toda a retaguarda e invadira o acampamento das mães, começara um incêndio para colocar mais caos ainda e agora massacrara todas as mães das sombras. Talvez ela seja aliada de Silla e se fosse esse o caso, o filho mais velho dera muita sorte de só ter perdido o cavalo e saído com apenas alguns ferimentos.

A escuridão ainda permanece, mas o filho mais velho sabe que as mães estão de olhos abertos, então ele os fecham como sinal de respeito.

Uma  centelha surge e logo se faz grande clarão que projeta uma silhueta feminina na tenda das mães das sombras. As feridas da batalha contra Silla ainda estão muito recente tiram-lhe as habilidades, seria um erro lutar contra esta humana estando nesta situação, mas o ódio tem-lhe possuído a alma, com isso todo o raciocínio vai embora. Ele iria lutar.

- Orfelia... era o nome dela...- foi as ultimas palavras de uma das mães. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário