quinta-feira, 12 de abril de 2012

1º Capitulo: Sangue e Sombra

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Mais uma vez o breu domina toda a vastidão do mundo das sombras. Nem um ser vivo tem a petulância de querer mostrar luz neste inferno apagado, não quando o Grande Pai ordenou que tudo fosse apagado para a luta correr melhor, ele queria tirar toda a esperança daqueles que aqui entraram.

A passagem via segura não mais existia, O passo e passo e meio se fazia com dolência e firmeza, a loucura de caminha no escuro do mundo das sombras só é equivalido a loucura de cantar nas trevas do mundo.

Avia perdido a esperança
Mas Ca estou cantando
Nada neste mundo me vem
E nada tem coragem de vim
Então se faça luz
Para que você venha ate mim

Passo a passo seu destino foi se revelando, passo a passo o som da guerra foi se mostrando, passo a passo o treme terra é mais escutado. A cada passo que dar a saliva começa a inundar mais ainda sua boca, o mal esta logo ali na frente, o famoso Grande Pai esta logo ali na frente. Não são nem dois quilômetros de distancia e Orfelia já sente sua presa se agitar.

Controle só controla quem pode se controlar, então a única alternativa de sobrevivência e do suportar tamanha obscuridade é se voltar para dentro, deixar sair o que todos prendem e correr feito animal ensandecido uivando ao eterno luar. É a maquina de guerra se faz presente, todos ali sabem se sua matança e todos pisam temerosamente a sua frente, eles sabem que controle mental não acerta quem já é tocado pelo insano inimigo e magia ela se esquiva e desaparece para surgir atrás arrancando a espinha fora.

- As armas, todos as armas contra ela, pactuante do inimigo, só o metal consegue deter seu avanço, nada em nossas mentes conseguem, maldito inimigo, ele sabia que nossos Arcanos mais fortes estariam na frente de batalha guerreando contra os Humanos invasores, então manda sua sombra para nos matar. As armas meus irmãos, as armas, pois apenas o metal e o aço pode impedi-la agora, as armas, não deixai que ela transpassem nossas defesas. Mandem os escravos e os cães na frente, eles vão cansa-la.

A noite é sinistra e nada se ver, mas ela sabe onde pisar e como matar. Não é nada alem de instinto animal e irracional que a faz fazer cobras de fogo no ar. Suas laminas cortam e fazem silvos vermelhos de sua trajetória, os cães mordem mas mordem apenas os escravos, os escravos não enxergam no escuro e leva lanternas, lanternas usadas para ater fogo a eles mesmos.

O aço vem e ela sabe que tem que desviar, não sabe do que, mas sabe que tem, também não sabe onde golpear mais sabe que tem que golpear, as únicas imagens que vem a seus olhos são as dos escravos queimando vivo ou tendo o rosto partido pela lamina ou pela mordida de algum cão estúpido que os confundiu com ela.

Os Arcanos tentam mirar, eles veem no escuro, mas suas magias não a atinge, ela sabe muito bem onde ficar e onde ir para escapar das explosões e dos alvos, ela prever o futuro e arremessa facas e lanças e machados e espadas e ate mesmo um corpo morto. Era impossível, aquilo não era humana, aquilo era outra coisa, ela vem correndo no escuro tropeçando e matando tudo que estava ali na frente. Ela chega no cerco, os Filhos da sombra se veem humilhados apenas por uma humana.

Não, ela não era humana, ela só podia ser o inimigo disfarçado de mulher para humilhar os Filhos da sombra e o Grande pai que ver sua prole ser destruído por uma mulher magra que nem usa armadura. De repente ela some.

- Todos se escondam, ela vai aparecer, ela sempre faz isso, ela vai surgir atrás de alguém. – desta vez ela surge na frente, com um grande sorriso e já cortando-lhe o pescoço. Ela já tinha a cabeça de um outro nas mãos.

Começa-se toda a matança dos Filhos da sombra. As proles não desistem e atacam. A escuridão já desiste de ficar ali, o fogo começa a tomar conta do acampamento e Orfelia volta a ver a face horrendo de seus inimigos.

Não era assim que Lina ensinava, mas Lina nunca tinha-lhe ensinado a viver no mundo das Sombras. Muitos corriam tentando apagar o fogo e muitos escravos desistiam e preferiam morrer pela mão de seus senhores do que enfrentar aquilo que nada tocava.

- Em um Quarto de horas todos estarão mortos.

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