sexta-feira, 27 de abril de 2012

1° Capitulo: Sangue e Sombra, 5º parte



5

As palavras são sussurradas e os gestos são precisos, uma centelha ascende em na palma de sua mão e passa para as redias, mas a concentração tem que ser alta, afinal de contas, guiar um treme terra já é difícil, e mais difícil é conjurar magia enquanto guia este grande animal em meio a uma batalha.

O alvo é simples, um pequeno humano que está logo ali em frente, ele está parado aguardando o ataque, ele vai ser atropelado e explodido. Então o que mais esperar? O chicote esta na coluna do animal e ele aumenta a velocidade.

A cesta onde eles estavam, não esta lotada como de costume, ainda caberiam mais uns sete irmãos caso fosse preciso deslocamento no campo de batalha, mas para o que eles estão fazendo, já tem o bastante, dois arcanos e dois arqueiros o guia já era o suficiente para o que estavam planejando. Não estavam enfrentando coisa grande e não estão esperando ser atacados de cima. E foi bem neste ponto que se abateu.

O inimigo já esta bem perto. E uma mancha negra sobe alto sendo seguida por uma grande explosão de luz, a luz é tão forte que obriga aos filhos da sombra fechagem os olhos se não quisessem ficarem cegos. Uma das feras berra alto e um estrondo mais forte acontece.

Quando  os olhos voltam ao normal se acostumando com a claridade, Kheior já tem descido seu machado e o braço e um quarto do corpo do filho das sombras fora descolado de seu corpo. O corpo do Irmão cai para o lado e Kheior olha par aos outros.

Não deu tempo de reagir, assim que todos perceberam o que se tinha acontecido, Kheio já arremessara seu machado e avançara apara cima dos arcanos que não tiveram chance de conjurar.
Foram todos mortos.

O machado desfizera um arqueiro, o encontrão arremessara o outro para fora do cesto matando-o na queda. Kheior se vira e apenas olha para os outros dois e isso foi o suficiente para fazer o desespero se instalar no peito dos Filhos da Sombra. Em seu desespero e tentativa de fuga do monstro humano, os filhos se jogam do animal monstruoso. Mas um é impedido de cair e quem o puxa de volta é Kehior.

- Pensa que vai ser fácil assim?

E o espanca ate a morte. Nesse processo Kheior arranca os braços e a cabeça do Filho da Sombra, usando apenas as mãos.

Os olhos levantam e ver o sangue jogar igual a um chafariz, mas não seu sangue, mas não sangue de seu inimigo, o sangue vem de seu corcel abatido, ele relincha brutamente e tenta se levantar mais isso é impossível, pois Silla Magno amputara suas quatro patas em um único e certeiro movimento de espada. Se seu outro braço estivesse bom para a guerra, diria que teria capacidade de retalhar tanto cavalo quanto cavaleiro antes de chegar ao solo.

- Pelo código dos paladinos de Lina eu não posso matar pessoas indefesas. Levanta-te e encare a justiça.

Sua armadura reluz igual ao sol mas suas asas permanecem fechadas, uma asa em uma batalha em solo só traz desvantagem e desequilíbrio. Sua aponta para o Filho da Sombra, ela também reluz, mas um brilho diferente, ela brilhava em dourado puro, era a famosa Vingadora Sagrada, Um anjo tinha descido do Céu sobre as ordens de Lina e entregara a lendária espada para que Silla branda a justiça na escuridão deste mundo.

O Filho Primeiro da sombra olha para sua montaria e olha para Silla, ainda esta de cara para o chão, seu machado esta logo ali ao alcance de seus punhos, aquele maldito iria pagar pela morte de tamanha preciosidade. Então ainda deitado, estende sua mão para o machado, segura firmemente no punho e espera dois segundos. No outro segundo um instante foi o suficiente para se levantar. Mas se levantara já sacudindo seu machado para cima, batendo na espada de Silla e a fazendo sair do caminho, o machado para em cima e desce junto com o passo a frente do filho.

O Golpe fora violento e fizera o metal vibrar e soar alto, mas mais alto foi o desequilíbrio proporcionado pelo golpe do adversário. A mão sobe desengonçada, se pelo menos estivesse com as duas mãos na espada, aquele golpe não teria surtido tanto efeito e a luta não teria virado para o sombrio. Impossível de escapar, o golpe do Herdeiro iria lhe acertar a clavícula esquerda, mas suas asas batem e ele se joga para traz, o impulso que suas asas geraram foram suficientes apenas para livrar do golpe fatal, pois quando a Lamina do Machado descera, ela riscara sua armadura.

O machado bate no chão, o filho da escuridão sabe que se parar ali, Silla vai entrar no ataque, então ele tem que continuar pressionando ate mata-lo, se não seus aliados chegariam e o cercaria e a luta iria ser difícil de ganhar. Silla ainda esta no ar recuando e tentando ajeitar a postura, essa era a hora. O Filho da Sombra, gira o machado e o faz como par arremessando areia para cima. O machado pousa em cima de novo e o herdeiro avança de novo.

A areia voa e atinge-lhe os olhos e a ultima coisa que Silla viu foi o avanço do Filho da Sombra, tudo o que conseguiu fazer foi fechar os olhos e cobrir seu corpo com suas asas. O machado descia com ódio e orgulho, eu venci era isso que se lia nos olhos preto, mortos iguais as das bonecas. Mas algo acontece e um vetor o impulsiona para longe. Silla cai a dois metros para longe dali.

- Morra Silla! – Graças a forte luz que Silla emana, o Herdeiro da Escuridão não percebe uma outra pessoa se aproximar pelas costa de Silla.

Momentos antes do machado destruir a vida de Silla, essa pessoa salta das sombras e cai do lado dele, o projeta para longe usando uma técnica avançada. Ela agora ficara no caminho do machado que desce violentamente em sua direção. O machado desce. Mas essa pessoa da um paço para a diagonal e vira todo o corpo, assim saindo da linha de acerto do machado. Assim que o machado desce acertando o vácuo que ficou ali, essa pessoa acerta um murro no filho da sombra, seu soco se assemelha quando uma pessoa tem seu arco totalmente puxado.

Se o filho da escuridão fosse de um tamanho humano, o murro teria lhe afundado a garganta, mas ele era grande de mais e o soco lhe entrara no peito.

Seus olhos ainda não se acostumaram totalmente com a claridade repentina e agora essa outra humana entrara furtivamente no meio do combate, lhe tirando a honra de matar Silla.

Um paço e três murros afundando a mão no peito. E um frio lhe toma de súbito. Ele entra pelo peito onde foi atingido e se espalha para todo corpo lhe causando calafrios e lhe prendendo os músculos. Alguma coisa naquela mulher lhe causava medo, ele nem conseguia olhar em seus olhos mas mesmo assim não conseguia definir aquela inquietação. Seu corcel parara de relinchar, deve estar morto, o olho vai para o lado e foi ai que ele ver dois dos cinco Treme Terra foram abatido e o chão esta lamoso pelo sangue escorrido de seu corcel misturado com o de seus irmãos. Impossível, como apenas três humanos conseguiram massacrar tantos irmãos de guerra e de sangue? E mais impossível ainda, como em menos de um minuto, duas de suas bestas foram abatidas assim tão facilmente, elas agora estão ali, deitadas se confundindo com montes de carnes e seus outros irmãos mortos com seus braços e pernas e peitos amassados ou quebrados ou arrancados, uns deveriam ter morrido da queda e outros mortos por aquela humana.

Como a luz nas trevas eternas pode ser tão massacrante? Sua pele arde e tosta mas ao mesmo ele treme do frio de dentro de seu corpo... malditos sejam.

Seu novo oponente lhe causava mais medo e espanto do que Silla. Na verdade lutar com Silla parecia ter sido um esporte, mas agora ele tem a impressão de esta acuado e lutando pela própria vida. A cavalaria poderia esta de apoio vindo em instantes para cair em cima deles e lhe ajudar a fugir. É a ideia de fugir lhe passa pela cabeça, mas o que seria isso, seria o medo, estaria ficando fraco. Não, morto poderia ficar, mas fraco e covarde nunca.

Sari estava ali, calma, serena, sem se mexer muito, os outros Treme Terra passavam por ali mas nem um conseguia acerta-lhe flechas nem magias. A luz os encandeiam e a mira é impossível de acontecer e suas bestas não querem investir para cima dela, por mais burras que sejam as bestas, elas ainda vivem e sentem medo.

Explosões acontecem ao seu redor e o máximo que os guias podem fazer é fazer círculos em volta desta terrível mulher e rezar para que o guerreiro do machado não escale o animal e os massacrem. Mas Kheior está ocupado, descobriu que mais adiante a cavalaria estava estacionada esperando a ordem de atacar, como eles não iriam atacar e Kheior agora é quem guia o treme terra, então ele coloca a besta para cima dos cavaleiros, quebrando a formação e criando caos ali. Depois de achar sem graça ficar apenas olhando, Kheior pula do animal e começa a atacar.

Kheior sempre achara mais divertido matar cavaleiros do que infantaria, normalmente a infantaria se fazia de fracos e buchas de canhão enquanto a cavalaria era o lugar para os que sabiam lutar e se dedicavam a isso todos os dias, então o desafio era maior, eles duravam mais. Como eram cavaleiros e o espaço era pequeno o melhor a ser usado era o mangual de guerra, apenas a infantaria não teme tal instrumento de morte, eles não tem escudos nem armaduras para saber a diferença de uma espada um machado e um mangual.

Os escudos se partem, as cabeças dos cavalos são destroçadas, as armaduras de nada servem mediante ao peso do golpe de Kheior, as armaduras simplesmente se abrem, nada protegendo o corpo delicado de seus donos. Alguns tentam atropela-lo, mas Kheior da para o lado e arranca fora a pata do cavalo para logo em seguida enterrar o peso na coluna de seu adversário. Era divertido, ninguém ali conseguia para-lo.

O peito dói mas a honra é intacta. Suas condições só lhe permitiam um movimento e um movimento iria ser feito... avança em um golpe lateral. Sari entra no golpe se esquivando se baixando indo buscar o joelho de seu inimigo com um cruzado. Quando o golpe se faz, o joelho já estourara e o Herdeiro berra de dor caindo no chão largando o machado.

Uma trombeta soa e ele reconhece que é o toque de recuar, três ligeiros três vezes. Sari não esta disposta a deixar seu inimigo sair assim tão facilmente, mas uma explosão chega ali perto, perto de mais para ela ignorar o fato, e pula para se proteger, quando ela se levanta uma das bestas toma coragem e avança para cima dela, a intenção era clara, da cobertura para seu mestre fugir.

Não iria escapar assim tão fácil.

A besta vem e Sari vem também, o animal para e levanta poeira e Sari não ver nada, maldito seja, não tem como lançar poeira em terra molhada, como isso foi acontecer? Mas, primeiro que a poeira vinhesse ate ela, uma pedra é lançada, sem temer a pedra, Sari a pega com a mão, mas assim que ela encosta na pedra, ela joga a pedra longe e se joga na direção oposta e em uma fração de segundo e pedra estoura lançando fragmentos. Alguns estilhaços acertam Sari, mas ela não se deixa abater pelo braço sangrando e corre para onde deveria estar o Filho primeiro da sombra. Mas ele já não esta mais lá.

Mais uma vez os filhos da Sombra recuam e a luz da lua rompe o cerco que as nuvens faziam e volta a jogar seu véu mórbido por toda terra. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

1° Capitulo: Sangue e Sombra / 4

4
 Os tambores de guerra ressoam, o ar é seco, a saliva desce rasgando e os olhos apenas enxergam a escuridão absoluta, o ataque é iminente, mas ele se demora. Os tambores marcam o tremor de terra ou o tremor de terra marca o ritmo dos tambores, mas o ritmo é dolente de batidas rimadas. Então tudo para, tanto o tremor quanto os tambores. Agora nada se escuta e nada se ver, o escuro é absoluto.

- Kheior, estais aqui perto? – era a voz de Silla.

 - Sim.

 - Se lembra daquela vez na Caldeira das Bruxas?

 - Batalhão de Orc´s montados em elefantes infernais, sim me lembro, foi ate ali onde você morreu pela terceira vez. Mas o que isso tem a ver com agora?

 - Você se lembra de como você matou o líder orc´s?

 - Entendi... O que alem de escuridão teus olhos élficos conseguem enxergar? - Um cavaleiro, aquele do machado. Em volta cinco Rinocerontes.

 - Já entendi o que tem que ser feito. Deixo o cavaleiro para você para que tenha uma batalha épica digna de livros de histórias e canções de bardos. Acertei? – e Sillas faz que sim com a cabeça.

 - Quando eles estiverem pertos eu mostro o caminho, o Rinoceronte é maior que o normal, cerca de 4 metros de altura.

 - E como que fica Pegazom?

 - Sari, consegue me ouvir?

 - Sim.

 - O que aconteceu com Pegazom que ele esta deitado ai no chão.

 - Ele deve ter desmaiado.

 - Escutou o que falei agora a pouco?

 - Sim.

 - Vou precisar que proteja Pegazom, por que vão tentar nos atropelar.

 - Esta bem.

 - Eles estão esperando pelo melhor momento.

 - Então der a eles esse momento, Silla.

 Sua descendência era estranha, nem era uma coisa nem outra, por mais élficos que seus olhos possam ser, eles não eram verdes nem azul nem amarelos, seus olhos eram cinzas iguais a de sua mãe humana, seus cabelos também não era uma coisa nem outra, não era negro igual ao da mãe, nem eram dourados iguais a de seu pai, mas era de um castanho claro. Seu porte físico não era élfico mas sim humano, forte e robusto com muita, mas seus movimentos eram precisos e de certo modo lembrava os elfos em seu movimento. Era gentil igual a um elfo, mas conseguia ser bruto como um humano.

 Por onde Silla passou ele deixou um coração diferente, muitas donzelas já se perderam de amor por ele e muitas outras entraram no mundo negro por causa deste amor platônico, pois já que não podia te-lo, elas queriam mata-lo, elas não eram conhecidas nem muito menos cantadas, elas não tinham nomes, os bardos não chegaram nem a levar em conta a existência delas, elas sempre apareciam com nomes diferentes mas ficavam sempre com o mesmo nome Dakini e sempre eram Bruxas que venderam suas almas ao demônio em troca de poderes para matar Silla. Uma delas foi a responsável direto pela sétima morte de Silla, mas de todas as mulheres, tanto elfas quanto humanas, apenas em Meltam que ele deixou sua prole nascer, duas vezes e duas crianças.


Silla tenta segurar sua espada longa com as duas mãos, mas o ferimento na mão direita o impede de fazer, então ele deixa sua mão cair mesmo e fica segurando com a mão esquerda mesmo, sua asa direita também é torta e quebrada, impossibilitando de levantar voo e cair em uma investida para cima do Filho das sombras. Então quando o ataque acontecer, iria ser no chão mesmo.

A distancia entre Silla e os Filhos da Sombra era de aproximadamente trezentos metros. E foi ai que aconteceu, sem aviso nem um. A trombeta assopra, desta vez perto, mas ainda duas vezes ligeiras e uma vez longa, e então chicote estala e os monstros gritam e os nervos saltam e os pelos se arrepiam e a descarga de adrenalina se faz sentir na veia e o coração acelerado impulsiona o ataque  e momentos antes deles chegarem a seu objetivo, uma luz grande se faz cegando os cavaleiros e um grito gargalhado se escuta.

O caos volta a se estalar no campo de batalha, um desses treme terra berra alto e tomba, explosões acontecem e o ar tornasse quente e o cheiro de sangue e poeira sobem as narinas.

- VENHAM ME PEGAR FILHOS DA SOMBRA, EU ESTOU AQUI!!! – a luz é provida pela espada encantada do grande Silla.

O galope é raso pesado e rápido, o tremor de terra dos golpes atrozes das bestas gigantescas não intimida nem atrapalha o avanço nervoso do cavaleiro sombrio, o cavalo relincha e cospe fogo fato.

O brando grito de guerra do cavaleiro agita mais ainda o agressivo corcel, o machado se ergue preparado a partir o crânio do inimigo que conseguir escapar das bestas pesadas. Um enorme fleche acontece e o cheiro de sangue sobe ao ar junto com o berro de dor de uma das bestas que tomba em um tremor tão grande quanto seu caminhar pesado, em seguida explosões e gritos e o caos se faz no campo de batalha.

Mas o caos chegou cedo e mais cedo ainda foi esse fleche inesperado de luz.

O grito sagrado de guerra se faz maior e mais alto do que qualquer explosão ou grito de agonia que esses Filhos das Sombras podia gerar.

“POR LINA!!!” ecoou e superou o mais alto do que tudo. O corcel das trevas relincha tão alto quanto, mas não sobrepõem o sacro verbo e nesse instante o cavalo se desmonta e o cavaleiro vai ao chão ainda sem ver nem entender nada.

- Levanta-te que não aniquilo o que rasteja sobre meus pés.




quinta-feira, 12 de abril de 2012

1º Capitulo: Sangue e Sombra

3



Mais uma vez o breu domina toda a vastidão do mundo das sombras. Nem um ser vivo tem a petulância de querer mostrar luz neste inferno apagado, não quando o Grande Pai ordenou que tudo fosse apagado para a luta correr melhor, ele queria tirar toda a esperança daqueles que aqui entraram.

A passagem via segura não mais existia, O passo e passo e meio se fazia com dolência e firmeza, a loucura de caminha no escuro do mundo das sombras só é equivalido a loucura de cantar nas trevas do mundo.

Avia perdido a esperança
Mas Ca estou cantando
Nada neste mundo me vem
E nada tem coragem de vim
Então se faça luz
Para que você venha ate mim

Passo a passo seu destino foi se revelando, passo a passo o som da guerra foi se mostrando, passo a passo o treme terra é mais escutado. A cada passo que dar a saliva começa a inundar mais ainda sua boca, o mal esta logo ali na frente, o famoso Grande Pai esta logo ali na frente. Não são nem dois quilômetros de distancia e Orfelia já sente sua presa se agitar.

Controle só controla quem pode se controlar, então a única alternativa de sobrevivência e do suportar tamanha obscuridade é se voltar para dentro, deixar sair o que todos prendem e correr feito animal ensandecido uivando ao eterno luar. É a maquina de guerra se faz presente, todos ali sabem se sua matança e todos pisam temerosamente a sua frente, eles sabem que controle mental não acerta quem já é tocado pelo insano inimigo e magia ela se esquiva e desaparece para surgir atrás arrancando a espinha fora.

- As armas, todos as armas contra ela, pactuante do inimigo, só o metal consegue deter seu avanço, nada em nossas mentes conseguem, maldito inimigo, ele sabia que nossos Arcanos mais fortes estariam na frente de batalha guerreando contra os Humanos invasores, então manda sua sombra para nos matar. As armas meus irmãos, as armas, pois apenas o metal e o aço pode impedi-la agora, as armas, não deixai que ela transpassem nossas defesas. Mandem os escravos e os cães na frente, eles vão cansa-la.

A noite é sinistra e nada se ver, mas ela sabe onde pisar e como matar. Não é nada alem de instinto animal e irracional que a faz fazer cobras de fogo no ar. Suas laminas cortam e fazem silvos vermelhos de sua trajetória, os cães mordem mas mordem apenas os escravos, os escravos não enxergam no escuro e leva lanternas, lanternas usadas para ater fogo a eles mesmos.

O aço vem e ela sabe que tem que desviar, não sabe do que, mas sabe que tem, também não sabe onde golpear mais sabe que tem que golpear, as únicas imagens que vem a seus olhos são as dos escravos queimando vivo ou tendo o rosto partido pela lamina ou pela mordida de algum cão estúpido que os confundiu com ela.

Os Arcanos tentam mirar, eles veem no escuro, mas suas magias não a atinge, ela sabe muito bem onde ficar e onde ir para escapar das explosões e dos alvos, ela prever o futuro e arremessa facas e lanças e machados e espadas e ate mesmo um corpo morto. Era impossível, aquilo não era humana, aquilo era outra coisa, ela vem correndo no escuro tropeçando e matando tudo que estava ali na frente. Ela chega no cerco, os Filhos da sombra se veem humilhados apenas por uma humana.

Não, ela não era humana, ela só podia ser o inimigo disfarçado de mulher para humilhar os Filhos da sombra e o Grande pai que ver sua prole ser destruído por uma mulher magra que nem usa armadura. De repente ela some.

- Todos se escondam, ela vai aparecer, ela sempre faz isso, ela vai surgir atrás de alguém. – desta vez ela surge na frente, com um grande sorriso e já cortando-lhe o pescoço. Ela já tinha a cabeça de um outro nas mãos.

Começa-se toda a matança dos Filhos da sombra. As proles não desistem e atacam. A escuridão já desiste de ficar ali, o fogo começa a tomar conta do acampamento e Orfelia volta a ver a face horrendo de seus inimigos.

Não era assim que Lina ensinava, mas Lina nunca tinha-lhe ensinado a viver no mundo das Sombras. Muitos corriam tentando apagar o fogo e muitos escravos desistiam e preferiam morrer pela mão de seus senhores do que enfrentar aquilo que nada tocava.

- Em um Quarto de horas todos estarão mortos.

sábado, 7 de abril de 2012

Capa da Toca


bem... hoje tive uma noticia muito foda, meu amigo terminou de fazer a capa de meu livro: "Toca do Tarrasque" agora estou mais um passo perto de conseguir publicar esse tão sonhado livro. A imagem segue a baixo ou ao lado ou em algum canto que não sei onde vai sair.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

1º Capitulo: Sangue e Sombra

2

Ah, a areia se ergue em seu jubilo mórbido, elas acendem a altura grande e revoam, mas não como outrora eram brancas iguais a superficie morta da lua, e sim rajadas de um escarlate violento proveniente de um massacre em andamento. O machado cintila momentos antes de descer em sua trajetória arrancando gritos e braços fora, dividindo em dois tudo aquilo que é vivo e todo aquilo que é morto que ainda caminha e ataca.

Os gritos e vociferações são grandes, mas maiores e de mais dores por parte dos flagelados Filhos da Sombra que se confiando em seus poderes psíquicos e esqueceram com quem estavam lutando. Kheior emerge daquela poeira vermelha e com um grande berro, investe para cima do maior agrupamento de Filhos da Sombra, eles se amedrontam e são esmagados, enquanto investia Kheior rodopiava seu grande machado e quando chegou no grupo, ele o enterrou e teve morte a sua direita e esquerda e na suas costas e na sua frente. E a cada golpe dado era uma morte a mais e um grito gargalhado de Kheior.

Um tolo ate tentou acerta-lo com uma lamina morta enquanto seu Machado Lendário jazia ensanguentado na cabeça de um dos escravos. Kheior coloca o antebraço na direção da lamina. A lamina resoa na placa da armadura e a lamina se desfaz e pó, O Vândalo estende o mesmo braço e amassa a cabeça do escravo apenas com um apertão, depois é atirado para o lado e daquele lado Kheior ver outros dois agrupamentos de Filhos da Sombra, então investe mais uma vez, sempre berrando e sempre indo no maior grupo. Os filhos da Sombra não conseguem controla-lo pela mente, então a Brutalidade Arcana teria que ser usada. Mas não surtem tantos efeitos.

Ainda dentro da poeira vermelha que ainda teima em subir, cães ladram e outros gruem e o som de ossos sendo quebrados se escuta, os cães infernais correm ao redor e atacam, atacam e voltam, tentam quebrar a formação que Sari e Silla fizeram, ambos protegem o Rei Pegazom daqueles terríveis cães infernais que são pele e osso e suas cabeças não tem pelo nem carne é um crânio de osso negro, mas tem orbitas e saliva, suas mandíbulas se projetam enormemente para frente com o sentido claro, arrancar e rasgar.

Existem três homens ali e apenas uma mulher e apenas a mulher e o Rei quem vestem trapos, os outros vestem armaduras de um grosso metal, mas de leve movimentos. Sari é fácil ser reconhecida, ela é apenas uma mulher que veste trapos e não tem cabelo, mas é extremamente bela e de movimentos graciosos e precisos que afundam e quebram os ossos daqueles cachorros infernais. Sila é reconhecido por sua magnífica armadura reluzente com detalhes em ouro prata e marfim mais com símbolos da gloriosa Deusa Lina em maior resplendor, mas o seu traço mais marcante é o fato dele ser o único mestiço élfico com humano que possui asas, uma asa e um braço quebrada, ele sempre fica sem elmo, mas nem por isso é menos perigoso, sua espada é sempre certeira e o mal em seu caminho é destroçado.

Existe um outro homem, ele é grande sua armadura é completa, as marcas em sua armadura trazem o símbolo da Grande Dourada, sua arma é uma espada enorme que é balançada de um lado ao outro tentando ferir algum cão, mas os cães são rápido de mais para ele.

Os cães latem e mordem e se movimentam e conseguem uma parte do que queriam. O servo da Grande dourada vai ao chão e é arrastado fora da formação, foi seu fim, em terra onde a morte governa, só os fortes sobrevivem e o servo da Grande dourada se garantia apenas nos poderes da Dourada, mas esqueceu que ali no mundo das sombras, quem manda sãos os Filhos da sombra e não uma Deusa estrangeira.

Assim que ele cai no chão, já começa o processo de desmembramento. Ele é arrastado para fora da formação, uma de suas pernas já fora arrancada na queda.

- Me ajuda Silla, pelo amor de que Lina tem por todos nos, me ajude. – enquanto falou isso, um cão infernal pula em cima dele e começa a dilacerar seu rosto. Mas o Servo da Dourada não se rende, ele saca uma faca e começa a esfaquear o terrível cão.

Tanto Silla quanto Sari olham para aquilo com terror nos olhos e querem mais do que tudo poder ajudar seu companheiro de batalha, mas não podem, pois a única coisa que matem Pegazom vivo é a formação.

O Clérigo ainda estava vivo quando os outros cães abriram sua armadura e começaram a comer seu intestino, ele ainda lutava enquanto seu intestino estava todo pra fora, suas pernas arrancadas e seu rosto desfigurado e tudo isso em meio a gritos de horror e agonia, mas que foram abafados pelos latidos e rosnados dos cachorros infernais. O Clérigo só parou realmente de gritar e de lutar quando teve seu braço arrancado fora e sua cabeça totalmente destroçada. O servo da Grande Dourada estava consciente de tudo e sentindo tudo, foi muito rápido para morrer sem sentir cada mordida que os cães faziam ate arrancar quase completamente todo seu corpo.

- Cadê aquele maldito Ninja, se escondeu quando se mais precisa dele.- era o que Sari pensava enquanto lutava contra os cães e via seu aliado ser devorado ali mesmo na frente dela.

Então a poeira escarlate baixa e algo mais atroz do que o massacre dos Filhos da sombra é visto. Um pequeno ser de roupas negras, gargalha e ordena que uma infinidade de sombras que arremessam os Filhos da Sombra dentro de uma mancha completamente escura, os que caem nesta mancha tem a carne de seu corpo completamente derretida e os ossos estilhaçados, alguns desesperados cometem suicídio, explodindo fracos de fogo grego neles mesmo antes que as sombras conseguissem arrasta-los para dentro da grande mancha negro que aumenta cada vez que um ser vivo entra nele.

É então que uma grande trombeta soa ao longe, duas vezes ligeiro e uma vez longo, e todo o resto de tropa de Filhos da Sombra se dispersão fugindo do grande caos que é o campo de batalha. Mas antes que algo mais acontecesse, algo invisível atinge todos os Filhos da Sombra que estão ali e todos morrem. Os cães infernais fogem acuados deixando apenas o metal e algum esqueleto do clérigo.

- O que vai acontecer agora? – perguntou Pegazom a Silla.

- Não sei ao certo, mas me lembro do que aquele Filho da Sombra que encontramos na Árvore tinha nos falado, que o Grande Pai deles iria vim pessoalmente me caçar.
O chão começa a tremer de leve, e só quem percebe isso é Sari que interrompe a todos.

- Esperem, estão sentindo isso?

- O que?

- O chão, ele treme.

- É apenas um terremoto. – falara Kheior despreocupado – Não se preocupem.
E nesse momento o tremor aumenta e vários chicotes são estalados ao longe. E mais outra vez uma trombeta é tocada com dois toques ligeiros e seguido por um longo. E se repete outras quatro vezes

- Merda, uma cavalaria.

Mas não, não era cavalaria coisa nem uma. O que ali se mostrou era algo pior do que cavalos das sombras. O chicote se escuta estalar o chão treme e agora as bestas berram e tambores de batalhas se escutam. O que vem lá é tão mais sombrio do que qualquer cavalaria das sombras.

Um cavaleiro Surge montado em um enorme cavalo roxo de crinas brancas, o animal é muito inquieto e cospe fogo toda vez que relincha e empina e não fica parado, seu cavaleiro é um humanoide todo armadurentado, mas seus tentáculos da boca revelam sua raça. O cavaleiro carrega consigo um estandarte com a figura de uma árvore negra com o fundo vermelho escuro.

- Então é esse o Pai das Sombra? Não me parece grande coisa.
Assim que Silla mencionou isso, O cavaleiro finca o estandarte no chão pega um machado e o ergue em direção a lua. O céu é completamente encoberto por nuvens, e assim lançando sombras por todo Plano das Sombras. A escuridão se bate sobre eles e tudo vira breu.

- O que vamos fazer? – perguntou Pegazom, já se desesperando.

- Vamos lutar nas Sombras – respondera Sari.