Sinto como se tivesse obstruído minha garganta com um entulhado de frases mortas. Morreram todas no segundo seguinte em que foram pensadas e não foram ditas e nem anotadas. Foram esquecidas, perdidas e até a própria lembrança de quem as criou está confusa, só consegue enxergar restos deteriorados de uma palavra ou outra que largadas ao vão não fazem mais sentido algum, sumiu o ritmo, sumiu a poesia, sumiu a graça que havia no que eu devia ter dado mais atenção. Sinto. Percebo uma necessidade de enterrá-las nessas páginas, marcá-las neste espaço. Necessidade... seria mesmo isso? Não. seria mais uma vontade de externar o que eu sinto de um jeito que creio que não sei mais fazer, mas que preciso tentar, mais uma vez.
Havia em mim, há tão muito tempo que já nem sei mais se é desde sempre, um desejo forte e ardente de sentir. Sim, sentir. Seja o que fosse. Apenas para sentir-me viva. Um disfarce para meu corpo de que ainda não morri. Seria morrer tão cruel assim para os que almejam estar vivos para todo o sempre? Será que existe mesmo alguém que gostaria de verdade assumindo todos os riscos e a solidão tendo-a que carregá-la como se se na verdade o existir fosse apenas o vazio, um espaço no tempo ocupado de alguma matéria que tem uma energia bem pequena dentro de si que se pudesse gritar diria não querer morrer, diria queria sentir... Medo, raiva, amor, paixão, copaixão, piedade, fúria, ira, alegria, felicidade... Alguns utópicos a longo prazo, alguns impossíveis de prever... Não importa... preciso sentir e de uns tempos pra cá tenho os sentido com tanta intensidade que as vezes acordo atordoada querendo não sentir nada. Apenas morrer e ficar entregue ao vazio, ao nada. Calma, estou eu me entregando aos turbilhões de pensamentos e idéias que brotam em minha mente não sei como e que são tão infinitamente rápidos que mesmo que os quisesse falar e digitar não conseguiria. Já está na hora dos homens espertos criarem algum dispositivo para que se gravasse os pensamentos das mentes das pessoas e depois pudéssemos ouvi-los com calma. O grito da nossa alma, a confusão do nosso espírito, enlouquecer com os murmúrios profundos do nosso ser.
Porque eu sou tão despoética quando na verdade gostaria que cada palavra entrasse e abalasse a vida de todos que lêem? cansei.
Toca do Tarrasque
Se você entrou aqui era porque você tinha que entrar aqui. Se você continuar por aqui era porque você tinha que fazer isso. Mas se escolheu ficar, entre, sente-se e se tiver uma boa história para contar, poderá beber de graça.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
sábado, 11 de agosto de 2012
Sofia Van e o Diabo ( PARTE DOIS )
Naquela época eu só sabia, que o nome dela era Sofia. Que talvez anjos de Deus estivessem de olho nela e que eu e ela nos encontraríamos, naquela noite. Eu tinha que descobrir mais... Foi então que tive a idéia de chamar Hamurábi, uma antiga alma há tempo transformada em demônio. Eu precisava da ajuda dele.
Logo senti a presença de Hamurábi chegando em meu escritório. Todos os dons e poderes são pessoais, tem coisas que todos tem, como sentir a presença de outro chegando perto ou algo do tipo. Outros são raros e únicos, outros se adquire por conquista. Anos e anos tentando, buscando... Até conseguir o dom ou o poder. Vou tentar explicar de um jeito que entenda, eu tenho cerca de 75% de dons e poderes digamos assim e se eu ainda fosse um anjo de Deus eu teria 84%... Eu era o anjo mais forte que Emanuel tinha. Ainda que eu continuasse sendo um anjo e nao tivesse caído para esta terra árida, eu não passaria dos 97% pois tem sete dons e poderes que apenas seres puros-divinos tem, como eu quando era anjo... E três que apenas Deus tem e é o único que pode ter. O dom da vida, o poder do julgamento e a vontade do fim. Apenas Deus podia ter a vontade do fim atendida, a morte legítima e verdadeira...
- Hamurábi!
- O que quer, senhor?
- Que eu te dê pecados! O que aconteceu contigo demônio?
Hamurábi estava todo todo sujo de terra preta, usando roupas medievais, cheio de sangue e suado.
- Eu estava em batalha...
- Batalha, e desde quando tem batalha aqui sem o meu consentimento, sem eu saber?
- Batalha de treinamento...
- E precisa ser assim? Todo imundo, sem classe. Fique você sabendo que os anjos lutam e dificilmente saem sujos do combate que dirá como você! Não é porque somos demônios que temos que nos apresentar assim... Bárbaros medievais! Escute...- Cheguei bem perto dele e meus olhos tornaram-se prateados como a lua do inferno... Ficam assim quando eu estou com muito ódio. Agarrei hamurábi pelo queixo usando o dedo mindinho. Puxei-o até mim. Seus olhos entraram em desespero... Uma gota de seu sangue escorria por meu dedo. Olhei-o fixamente enquanto meu cenho franzia.- Vá tomar um banho! Você parece um humano idiota - soltei-o, ele recuou para trás amedrontado.- Quero todos os pelotões LIMPOS, bem vestidos e com armaduras... Jamais, parecendo como porcos HU-MA-NOS! Entendeu!? - Pus a mão na testa, não que a minha cabeça estivesse doendo, eu só queria me livrar do ódio. Malditas sensações que Deus me permitiu sentir, quando eu cái...
Eu respirava tão violentamente que dava pra ver a fumaça saindo pelas minhas narinas. Hamurábi deve ter ficado mesmo muito assustado, logo prosseguiu...
Eu respirava tão violentamente que dava pra ver a fumaça saindo pelas minhas narinas. Hamurábi deve ter ficado mesmo muito assustado, logo prosseguiu...
- O senhor mandou-me chamar porque mesmo?
Abri os olhos e já não estavam prateados. Estavam negros como sempre foram. Respirei fundo e falei:
- Preciso que peça a Drácon, que me diga tudo o que puder sobre Sofia Van. Uma mortal a qual mantive contato recentemente... Dentro de cinco horas, senão eu mesmo trato de te expulssar daqui e você teria que tratar de ficar vagando á esmo pelos vales da terra- Sorri sarcasticamente um sorriso largo e convencido - E... - apontei para ele com o braço todo esticado , estático, em ameaça...- E...??
- E , providenciar as ordens do banho ... Da limpeza...
- Exatamente.
Naquela tarde, em meu escritório, enquanto esperava Drácon chegar com o que eu pedi, refleti muito. A cada pensamento vago que eu tinha, se intrometia a cena com Sofia...De vez em quando aparecia um sorriso em minha boca. Talvez, agora eu também entendesse porque humanos faziam o que faziam por felicidade. Eu não iria admitir que era amor, ou paixão... Nem eu mesmo entendia o que sentia. Malditos sentimentos que foram lançados á minha carne, que séculos pós séculos iam aparecendo sorrateiramente... Foi então que de repente me vi triste, muito triste. Afinal Sofia um dia morreria e não tardaria comparado á minha eternidade... Seriam mais 70 anos ao lado dela? 70 anos diante toda a eternidade era absolutamente nada. Fiquei calculando... A guerra seria daqui uns 2.000 anos... E se eu me dedicasse esse século apenas em aproveitar com ela? Em fazê-la feliz e consequentemente me fazer feliz? Se eu nunca mais fosse sentir o que eu sinto agora, eu ia ter que tratar de aproveitar meus míseros 70 anos... ou menos, ou então porque não uns 100, eu sonhava... Parei estarrecido... Aonde eu estava com a cabeça? Ela era humana, mais uma idiota, egoísta, pecadora, fraca, e eu não podia me render por ela , AMAR UM HUMANO e perder a guerra antes dela ter começado. Mas logo voltei a sonhar... Talvez eu também fosse egoísta... Egoísta a ponto de me preocupar com MEUS sentimentos! Que sentimentos? Lúcifer, Lúcifer... Essa humana está te fazendo mal... Mas era um mal tão bom...Voltei a pensar nela, meus olhos brilharam antes de fechar e eu adormeci. Quando acordei, Dracón estava na sala, sentado. Me olhando...
- Porque não me acordou?
- Porque ainda não acabaram as 5 horas e eu achei melhor esperar você acordar do que morrer por atrapalhar seu sono.
- Eu não te mataria por isso- Ah propósito... somente anjos e demônios podiam se 'matar' nome dado por nós ao que acontecia por um certo golpe de ataque. Mas não era exatamente morte. Era apenas uma dor mas uma dor tão imensa que toda a sua memória se perde. E era por isso que vez ou outra eu e emanuel fazíamos batalhas. Para eu ingressar novos anjos caídos em meu exercíto e Deus reingressar os perdidos. Construíasse um novo ser, como se acabasse de nascer. E com eles sem lembrança alguma nós moldávamos conforme a nossa vontade o que ele deveria ser, fazer ou agir. Ninguém gostava de pensar na idéia de 'morrer'. - Conseguiu o que pedi?
-Concerteza.
-Então... fale-me!
Drácon levantou-se caminhou até a frente da lareira e começou...
- Uma anjo da guarda se apaixonou por um homem...
- Mas anjos não se apaixonam!
- Exatamente. Deus deve ter planos para ter deixado um de seus anjos se apaixonar... Não concorda?
- Mas o que tem essa anjo com Sofia?
- A anjo teve um filho do homem.
- A anjo grávida? Como assim? - tive uma crise de riso naquele momento.
-Não entendi também... Planos de Deus, Lúcifer... e o poder do espírito santo agindo mais uma vez.
- Mas claro, o espírito santo sempre se metendo nessas obras impossíveis, primeiro Jesus, e agora essa. É um novo Jesus?
- Porque não me acordou?
- Porque ainda não acabaram as 5 horas e eu achei melhor esperar você acordar do que morrer por atrapalhar seu sono.
- Eu não te mataria por isso- Ah propósito... somente anjos e demônios podiam se 'matar' nome dado por nós ao que acontecia por um certo golpe de ataque. Mas não era exatamente morte. Era apenas uma dor mas uma dor tão imensa que toda a sua memória se perde. E era por isso que vez ou outra eu e emanuel fazíamos batalhas. Para eu ingressar novos anjos caídos em meu exercíto e Deus reingressar os perdidos. Construíasse um novo ser, como se acabasse de nascer. E com eles sem lembrança alguma nós moldávamos conforme a nossa vontade o que ele deveria ser, fazer ou agir. Ninguém gostava de pensar na idéia de 'morrer'. - Conseguiu o que pedi?
-Concerteza.
-Então... fale-me!
Drácon levantou-se caminhou até a frente da lareira e começou...
- Uma anjo da guarda se apaixonou por um homem...
- Mas anjos não se apaixonam!
- Exatamente. Deus deve ter planos para ter deixado um de seus anjos se apaixonar... Não concorda?
- Mas o que tem essa anjo com Sofia?
- A anjo teve um filho do homem.
- A anjo grávida? Como assim? - tive uma crise de riso naquele momento.
-Não entendi também... Planos de Deus, Lúcifer... e o poder do espírito santo agindo mais uma vez.
- Mas claro, o espírito santo sempre se metendo nessas obras impossíveis, primeiro Jesus, e agora essa. É um novo Jesus?
- Não creio, está mais para um anticristo, já que se trata de um filho de uma anjo caído.
- Anjo caído? Mas ela não ficou grávida enquanto anjo?
- Não, ela se apaixonou, virou um anjo caído pois abandonou o céu para ir viver com o homem, engravidou deste homem, então a anjo não resistiu e lhe contou tudo sobre quem ela era...
- O que tudo isso tem haver com sofia?
- Escute, há 23 anos atrás, a anjo resolveu se tornar um anjo caído para viver com o homem. O homem assustou-se com a história que ela contou e com as coisas que a anja fazia com seus poderes para fazê-lo acreditar que sua história era verdadeira, o homem acreditou que estava louco e se matou. A anja não resistiu muito em saber que a pessoa que ela mais amava tinha se matado e por causa dela, só deu tempo de dar a luz a seu filho, e perdir perdão á Deus tentando salvar a vida do homem do 'fogo do inferno' e levá-lo ao céu... Foi julgada juntamente com o homem e como o esperado, acabaram absolvidos e encaminhados ao céu. Foi exatamente há 23 anos atrás que Sofia nasceu... Filha de uma anjo caída com um homem suicida.
- Então não era um filho, mas uma filhA, Sofia... - Falei eu tentando absorver toda aquela informação.
- Ela foi encontrada por mendigos, entregada á polícia, levada ao orfanato, adotada por pais católicos. Não é religiosa, não teve namorados, não aparenta ter nenhum dom ou poder, mas há de ter.
- Sim , ela tem...
Contei do que senti quando ela nasceu, do contato que tivemos, dos meus pensamentos confusos.
- Sabe se eu fosse você, com todo o perdão da palavra... Tomava cuidado, isso tá parecendo 'planos de Deus'.
- Tenho que concordar... Algo mais? Algum conselho?
- Bom, faz uns 4 meses que anjos a seguem e o que eles querem é uma informação tão sigilosa que não chegará jamais nas mãos de ninguém senão nas de Deus... E quanto ao conselho, siga os planos de Deus, tente compreender, achar a resposta e estar preparado para se defender quando chegar a hora...
- Tudo bem...
- Só uma coisa. Não se apaixone por ela. O amor nos torna cegos...
Disse isso e sumiu em sua fumaça...
Olheu pela janela , instantes após. Já era noite... olhei cada estrela com nostalgia... apertei os olhos e pensei algo que a milênios não pensava ...
- Meu Deus... O que eu faço?
- Anjo caído? Mas ela não ficou grávida enquanto anjo?
- Não, ela se apaixonou, virou um anjo caído pois abandonou o céu para ir viver com o homem, engravidou deste homem, então a anjo não resistiu e lhe contou tudo sobre quem ela era...
- O que tudo isso tem haver com sofia?
- Escute, há 23 anos atrás, a anjo resolveu se tornar um anjo caído para viver com o homem. O homem assustou-se com a história que ela contou e com as coisas que a anja fazia com seus poderes para fazê-lo acreditar que sua história era verdadeira, o homem acreditou que estava louco e se matou. A anja não resistiu muito em saber que a pessoa que ela mais amava tinha se matado e por causa dela, só deu tempo de dar a luz a seu filho, e perdir perdão á Deus tentando salvar a vida do homem do 'fogo do inferno' e levá-lo ao céu... Foi julgada juntamente com o homem e como o esperado, acabaram absolvidos e encaminhados ao céu. Foi exatamente há 23 anos atrás que Sofia nasceu... Filha de uma anjo caída com um homem suicida.
- Então não era um filho, mas uma filhA, Sofia... - Falei eu tentando absorver toda aquela informação.
- Ela foi encontrada por mendigos, entregada á polícia, levada ao orfanato, adotada por pais católicos. Não é religiosa, não teve namorados, não aparenta ter nenhum dom ou poder, mas há de ter.
- Sim , ela tem...
Contei do que senti quando ela nasceu, do contato que tivemos, dos meus pensamentos confusos.
- Sabe se eu fosse você, com todo o perdão da palavra... Tomava cuidado, isso tá parecendo 'planos de Deus'.
- Tenho que concordar... Algo mais? Algum conselho?
- Bom, faz uns 4 meses que anjos a seguem e o que eles querem é uma informação tão sigilosa que não chegará jamais nas mãos de ninguém senão nas de Deus... E quanto ao conselho, siga os planos de Deus, tente compreender, achar a resposta e estar preparado para se defender quando chegar a hora...
- Tudo bem...
- Só uma coisa. Não se apaixone por ela. O amor nos torna cegos...
Disse isso e sumiu em sua fumaça...
Olheu pela janela , instantes após. Já era noite... olhei cada estrela com nostalgia... apertei os olhos e pensei algo que a milênios não pensava ...
- Meu Deus... O que eu faço?
sábado, 4 de agosto de 2012
O Lorde(1)
bem, devo apresentar minimamente está obra, o nome já coloquei no titulo, mas o que não coloquei, vou colocar agora.
Ela é um romance medieval, no estilo(apenas creio) modernista de escrever e um tanto quanto cubista. Agora acerca da história, Lorde Leandro e um depressivo homem que remoí um amor do passado, para não ter o risco do tempo ocioso lhe fizer pensar nela, ele dorme a maior parte do dia e para não ter risco de sonhar com ela, ele toma um remédio para não sonhar. Lorde Leandro é mandado a Serra das Renas para investigar os rumores de que o prefeito desta região tem um pacto com um demônio.
-----------------------------
As fogueiras já estavam completamente acessas quando Lorde Leandro decidiu que já era hora de prosseguir viagem. O disfarce que tinha preparado já tinha sido desmascarado, a noticia de que um estranho pactuante com do diabo já devia está seguindo Serra a cima e a baixo, então não tinha mais para quer fingir que não conseguia andar por aquelas terras sem guia.
-----------------------------
As fogueiras já estavam completamente acessas quando Lorde Leandro decidiu que já era hora de prosseguir viagem. O disfarce que tinha preparado já tinha sido desmascarado, a noticia de que um estranho pactuante com do diabo já devia está seguindo Serra a cima e a baixo, então não tinha mais para quer fingir que não conseguia andar por aquelas terras sem guia.
Então
seguiu sozinho, seu destino era a cidade que ficava no topo da Serra, era lá
onde deveria encontrar com um dos agentes da LA e ficar por dentro de todo o movimento suspeito, mas o agente
não dar noticias a muitos tempo e a única pista é o diário dele, isso é, se não
o queimaram, de todo jeito aquele era oficialmente o ponto de partida da
investigação, o que vinhesse antes não fazia parte.
Não,
antes de chegar a dita cidade no topo da serra, tinha outro canto onde deveria
ir primeiro. Na verdade era alguém que deveria encontrar, mas tanto faz, o
importante era que era antes de chegar no topo. O local onde deveria chegar era
a casa do Xamã da região. O relatório que entregaram a Lorde Leandro era que
aquele Xamã poderia ajuda-lo, toda ajuda é uma ajuda, então foi o primeiro
canto para onde foi.
Leandro
não sabia onde ficava esta casa, mas encontrou com uma pessoa que sabia onde
era a casa do dito Xamã. Mas o homem não falou noticias boas, o homem falou que
desde que a ultima quinzena que Nufhi, não era visto por ninguém.
-
Talvez tenha mais sorte em encontrar sua filha, ela é um dos espíritos que
cuidam desta floresta. Vez por outras ela é encontrada vagueando por ai,
procurando alguma coisa que nunca ninguém sabe o que é. Mas o senhor está é
procurando o pai e não a filha, então basta ir na casa dele, é bem fácil
encontrar o caminho, logo ali em cima vai ter uma bifurcação, o caminho de
pedras vermelhas é o caminho que leva a casa de Nufhi.
Lorde
Leandro agradeceu as informações e seguiu viagem, quando já estava quase perto
de virar uma vereda, o homem lhe grita.
-
Forasteiro, tome cuidado! Ultimamente andar sozinho por está serra esta sendo
muito perigoso, a Troll´s por toda parte e dizem que um demônio anda solto por
aqui. – Leandro o ignorar e continua indo. O homem ainda valou algo, sendo que
Lorde Leandro não o escutou.
Era
justamente com Troll´s e demônios que Leandro queria se encontrar, queria saber
se foi um demônio ou diabo quem fez aquela transmutação permanente e se tudo
isso tem alguma coisa a ver com a peste de troll´s que surgiu por aqui. Troll´s
e Demônios, era o que mais queria encontrar.
A
estrada que levava ate o caminho de pedras vermelhas era longo, mas pelo menos
as árvores por ali eram maiores e agora projetam sombras, deliciosas sombras
que é caçada por Leandro, graças a isso, ele anda sempre de um lado da trilha e
bem perto do mato, quase raspando seu braço na vegetação seca. O resto do
caminho foi quente, abafado e sujo de suor. E assim de tudo, solitário, apenas
os pássaros cantavam e passavam, não encontrará outra pessoa, nem subindo nem
descendo. Bem estranho, pois ate onde Leandro sabia, aquela estrada era bem
utilizada por peregrinos.
Depois
de cerca de uma hora, a estrada de pedras vermelhas finalmente foi alcançada.
Ela não parece ser nada de mais, apenas o chão é mais escuro e algumas pedras
são pintadas de vermelho. Mas foi apenas começar a andar por este caminho, que
sua mente foi abalada por milhares de lembranças, unas boas e outras ruins e um
grande clarão, que eram suas lembranças perdidas. Lembranças de antes de ser
encontrado por Lorde Carlos.
Os
olhos pesam e de repente, no piscar de olhos, Leandro se ver de novo em um
submergível clandestino. Muitas pessoas estavam ali apenas fugindo de algum
ataque de piratas ou qualquer outra merda que tenham caído sobre suas pobres
vidas. Leandro se vira para a mulher ao seu lado e começa a tenta puxar conversa.
-
Com licença, mas você por acaso você é de Ponta
Leste?
-
Não, porque? – a voz era calma e suave, os olhos dessa mulher eram profundos, a
penumbra e o véu que usava, não deixavam ver com mais perfeição os seus cabelos
e o resto da beleza de seu rosto. Sua voz demonstrava cautela com as palavras.
-
É porque estou a procura de minha irmã, ela passou a vida inteira dela lá, e
como você parece ser de lá, talvez você a conheça.
Seus profundos olhos fixaram-se nos de Leandro e sua pequena e delicada boca tremeu
antes de dizer.
-
Me diga o nome dela, talvez eu a conheça...
Uma
sombra passa rapidamente pela janela e alguma coisa metálica arranha o casco da
nave. Tudo foi muito rápido, só deu tempo de Leandro perceber o que iria
acontecer.
-
Merda, vamos morrer. – e o casco se abre igual a um papel sendo rasgado, a água
invade e meios gritos se fazem, sendo que a inundação foi mais rápido e mais
feroz, o rugido do metal sendo rasgado foi maior do que qualquer coisa.
Leandro
sacode a cabeça e esfrega os olhos. Neste instante ele se percebe ainda andando
na estrada de pedras vermelha.
-
Outra vez? Isso nunca aconteceu antes. Porque logo agora está acontecendo? O
pior é que começou quando comecei a subir esta Serra. – então percebe que está
falando sozinho e se cala.
O caminho segue largo e longo, o fim não é
visível, mas o significado deste caminho ser dito pedra vermelha, já está
começando a ser esclarecido. Não era apenas porque as pedras eram pintadas de
vermelho, mas sim por ela serem todas pontudas. A cada pisada era uma dor e
cada dor era multiplicada a cada passo dado.
-
Caminho de filha da puta. – logo Leandro aprendeu a pisar de leve, como se
tivesse pisando em ovos e muitas vezes arrastando o pé e a todo custo a pisada
forte era evitada.
O
passo é dolente de novo. O vendo agora já não mais existe e uma coruja pia lá
no alto, o vendo passa por cima da trilha e não chega em Leandro, as plantas
balançam e galhos e folhas caem. O silencio se faz agora.
Imensidão
azul, paz e tranquilidade, mas alguma coisa estava errado, porque diabos quero sair daqui?porque eu rejeito esse lugar? Não
importa. Continua a subir e a seguir a luz no alto. Alguma coisa está realmente
errado, a paz e a tranquilidade são de mais e o frio começa a invadir. O que é isso aqui flutuando perto de mim?
Ela sobe leve como se estivesse flutuando, ela esta girando devagarinho, sua beleza contrasta com essa imensidão azul
turquesa que nos cerca. Ela está de olhos fechados, parece dançar balé enquanto
sobe em uma infinita de impossibilidade, Só
posso estar sonhando. A sua mão estica para tocar-lhe o rosto, suave e
salgado.
-
Merda, estamos ainda na água. – o torpor vai embora e agora seu corpo é
preenchido com adrenalina.
Mas
uma vez olha para cima e percebe que existem ondas. Ótimo, está perto de uma costa. O ar começa-lhe a faltar cada vez
mais e ele já não sabe mais quanto tempo passou ali em baixo, mas foi pouco, se
não ele teria morrido. E é provável que
está mulher também tenha morrido. Mas quando começou a nadar para cima,
duas bolhas de ar saíram pelo nariz da moça e se prenderam em seus olhos. Se isso só pode ser um sinal. Então a
apanhou pelo braço e começou a nadar para cima junto com ela. Os pulmões já
estão na sua capacidade e o nariz quer puxar ar para satisfaze-los, mas tudo o
que sente é apenas água e contra a vontade.
Finalmente
a primeira puxada de ar. Mas ele é jogado de volta para baixo por causa da
forte onda. A mulher se desgarra e desce. Desesperado, Leandro mergulha e a
procura. Ela desceu um pouco está bem ali igual a um ídolo aquático. E ídolo
aquático iria se transformar se não fosse rápido, mas rápido foi e para cima a
trouxe, desta vez ele subiu atrás da onda, e teve um tempo para se orientar.
A
terra fica para lá, mas Leandro não vai para lá, ele olha para as ondas para
como ela se quebravam. As ondas eram enormes e longas. Leandro sabia que nadar
só iria cansar, então ele usou as ondas em seu favor, submergia para evitar o
quebrar de onda e surgia para usar a força do mar a seu favor. Sempre que subia
com um olho fechado, pois o sol estava forte e não conseguia manter os dois
abertos, para Leandro, quando abrir os dois olhos era difícil, ele fechava um e
abre bem o outro, segundo ele, era para dar mais força.
A
luta para chegar no mar durou muito, mas apenas em sua cabeça, pois estava
cansado e nessas horas, o tempo passa mais divagar.
Ao
sair do mar, Leandro ainda conseguiu colocar a moça em suas costa e a levar
para a areia longe das ondas. Ela era leve, muito leve, ou alguma coisa a fez
ficar mais leve. Então de repente ela pesou o peso do mundo, a coluna de Leandro
curvou para o lado e ambos foram ao chão. A mulher caiu de cara para a areia e
Leandro de joelhos, ele sentia a coluna e os braços, como se alguma coisa os
tivessem puxando, mas não se deixou abatar. Virou a mulher e a deixou de rosto
para o céu. Leandro sobe em cima dela e começou a pressionar o peito dela com
suas duas mãos, era um truque que aprendera com um marinheiro que tinha a fama
de trazer os afogados a vida. Vendo que aquilo não estava dando certo, Leandro
tampa o nariz dela e a beixa, soprando ar em seus pulmões. Também não deu
certo. Mas continua a fazer esse mesmo procedimento por três vezes. Só na
terceira tentativa que a mulher cospe a água para fora. Leandro a coloca de
lado para facilitar a volta dela.
-
Você está bem?
-
É a segunda vez – a voz que sai da boca da bela mulher é a de um homem - que
isso acontece em menos de três semanas – o sonho se desfaz e a realidade clama
o que é dela por direito.
Tudo
o que lembra é fragmentos de um acontecimento do passado, de algumas conversas
próximas, nada de rosto apenas as vozes, lembra do calor de andar em uma trilha,
das pessoas de preto e depois, tudo preto e uma forte dor ao lado da cabeça. De
repente algo mexe lá em baixo, não sabe
mexer, depois varias mãos ásperas por seu corpo, apertando beliscando mexendo e machucando, não esta sabendo fazer, suas pernas estão dormentes, mas ela sabe
que está em uma posição desconfortável, algo mexe lá em baixo, está fazendo um
péssimo trabalho, impossível se excitar
deste jeito, de repente algo entra e começa a se mexer rápido e com
brutalidade. Não, não, não é assim que se
faz, vá com calma, eu sou pequena, assim está me machucando, que merda sai de
mim, assim não tem como. Seus olhos se abrem e ela se ver em uma casa e
escuta risadas.
-
Ela finalmente acordou.
-
Já estava na hora
Ela
estava de volta a sua casa, mas tudo está diferente, e o pior um daqueles
homens esta em cima dela forçando uma péssima transa. Ele não sabe fazer, está
sendo bruto com uma coisa delicada com aquela garota, mas um estupro é sempre
uma agressão e aquilo não iria ser diferente. A garota tenta a todo custo se
soltar, mas os homens a seguram, uns tentam beija-la, ela facilita o beijo, mas
quando a língua chegou fundo, ela o morde com força, e aquele troço entrando e
saindo e a machucando toda. O homem que teve a língua mordida rir daquilo e
acerca dois tapas em ambos ouvidos da garota e ela solta a língua.
-
Vadia do caralho, não sei como o chefe lhe aturava.
A
garota sente tudo o que o brutamonte está fazendo nela e não chora, pois por
pior que ele fosse, ela não iria chorar, não iria da esse gosto para eles, não
iria se mostrar como frágil por mais frágil que fosse. Iria encara-lo e ser
mórbida. Por mais dor que estivesse causando dentro dela. A garota sentia o
penis daquele homem batendo-lhe forte no útero. Antes de chegar ao final,
aquele homem tirou para fora e despejou tudo na cara da garota, que imóvel e
friamente perguntou.
-
Já acabou? Posso ir embora agora? – isso já lhe tinha acontecido antes, quando
era menor e quando Eju não a protegia, normalmente esses homens apenas a usavam
e a descartava deixando que ela fosse embora.
Aquela
atitude não agradara os outros homens, não a pergunta da garota, pois ela foi
completamente ignorada, mas sim a gozada na cara dela. Os homens discutiam
quando ela limpou o rosto e começou a juntar suas roupas rasgadas. Mas antes
dela alcançar suas roupas, um forte puxão de cabelo a fez cair no chão.
-
Onde porra pensa que vai?
A
garota o ficha com olhos mordazes.
-
Vocês já me usaram, agora tenho que ir, tenho que me limpar.
Aquelas
palavras causaram a reação oposta que a ninfa pensara causar. Ao invés de
silencio, o que os homens apresentaram foram gargalhadas. Ela não podia
acreditar, aqueles homens estavam rindo de algo serio, mas eles não podiam.
-
Você realmente pensa que já terminamos?
-Você
realmente pensa que vai sair viva?
Aquilo
lhe fez o coração gelar. Impossível.
Ainda tinha mais, a garota ainda teria que aquentar bem mais do que aquele
homem, ela iria ter que aquentar todos os quatro se satisfazerem. Não, isso não
iria acontecer deste jeito, ela iria morder a própria língua e eles não iria
fazer aquilo com ela. Não viva. mas quem disse que eles se importariam em
come-la mesmo estando morta.
-
Então está decidido? O que ficar por ultimo não trabalha?
Enquanto
os outros três homens discutem a ordem do estupro e do trabalho, o quarto homem
fica na porta, apenas de olho na pequena e assustada garota, seus olhos
tenebrosos se quebraram quando os homens quebraram o acordo com os seres
silvestre daquela serra. Aquele homem a olha e em nada parece que ele é menos
bruto do que os outros, todos tem rostos duros e queimados como a terra que
eles caminham.
-
E porque eu teria que ser o primeiro?
-
Porque você já começou, então trate agora de continuar ou ir trabalhar
levantando a estaca.
-
Cara, da ate dó matar uma bichinha desta. Bem que poderíamos colocar outra
garota no lugar dela e levarmos essa para outro canto e ficar usando ela apenas
para nos. – os outros três fecham a cara.
-
Você está louco? Você acha que Eju não iria ver? Quer condenar a todos nos?
O
homem que estava na porta se aproxima a passos pesados e duros, sua mão já está
apertando o punhal. Os outros homens percebem isso e temem pelo que vai
acontecer. Os outros homens eram de expressões duras, mas suas vozes e olhares
não condiziam com o nível de dureza de suas aparências, isso era tanto, que seu
chefem Eju, os obrigavam a ficarem calados. Mas este que agora caminha pela
casa e tem sua mão apertando o cabo do punhal, esse sim tem pares de olhos
sombrio e malévolo que amargam as pessoas. Ele se veste todo de preto, roupa
toda de couro e pano, nada de metal, apenas um facão que chega a bater pouco a
baixo de seu joelho, ele caminha e suas botas de cano longo fazem barulho alto.
Pisada forte, pisada dura.
Os
três o olham e temem, mas o que mais teme é justamente aquele que deu a ideia
tola de conversar a garota viva. O homem chega, puxa para fora o punhal e joga
no chão o próprio chapéu, só então da para perceber que ele tem cabelos longos
e duros.
-
Quando você pensar em corromper as ordens de Eju – sua voz era terrivelmente
grossa e tenebrosa – lembre-se que eu estou aqui. – e ajeita seu próprio
cabelo, depois pega o chapéu do homem que deu a ideia. – É um bonito chapéu,
não vou gostar de ter que prega-lo em uma estaca por culpa de seu dono.
Os
homens ficam pálidos de medo, todos tem medo dele, ninguém consegue ficar
tranquilo ao seu lado. Ate mesmo Eju fica apreensivo quando conversar com ele.
-
Calma Ramiro, ele não quis dizer isso, ele é apenas um babaca.
A
lamina passa raspando por de baixo da orelha do homem, mas sem cortar.
-
Da próxima vez que falar merda, eu vou te matar..... E Eu serei o primeiro. – e
se vira para a garota, ela está pálida de medo.
O
terror do momento que se aproxima lhe faz o coração acelerar tão rápido quanto
a batida de asas de um beija-flor. O prelúdio de sua dor não é nada se comparada
com o terror que estar por vim a passos fortes e firmes.
O
homem se ajoelha perto da garota e ela sente seu cheiro nojento. Quando o homem
tenta abrir suas pernas, ela ainda tenta segurar, ao perceber que iria ter que
usar a força para abrir as pernas daquela garota, o homem solta as pernas dela.
Nunca fui delicado, e não vai ser hoje
que serei. E encaixa um murro no estomago da garota que urra de dor, uma
lagrima desce violentamente de seus olhos e se perde no chão de terra batida.
Agora
a pequena Ninfa está deitada no chão, sem forças e sem coragem para lutar
contra o agressor, então ela facilita a entrada com a esperança de pelo menos
doer menos.
O
homem arreganha as pernas dela, cospe em sua buceta e mete com toda força nela.
A pobre garota tenta segurar o choro, mas a agonia de ter algo indesejado
entrando em você é mais forte. Agora a garota começa a chorar enquanto o Homem
continua a meter com força.
-
Pare, para, está me machucando! – tenta falar prendendo o choro, mas não é
muito eficaz nisso.
O
homem aperta seus seios e morde com força o pescoço dela, deixando uma grande e
sangrenta marca, o sangue escorre de seu pescoço e o penis dele bate com força
no útero. Ela rasga em um choro de ódio e horror. O homem chupa um pouco do
sangue derramado e fala.
-
Do que chora? Não era exatamente isso que você queria? Não era por isso que
andava com roupas tão transparentes e pequenas? – e se da inicio a um
espancamento enquanto o estupro acontece.
Os
outros homens veem aquela cena, que não me atrevo a descrever com muitos
detalhes, e não se sentem mal, o máximo que se sentiam era pena de terem
deixado logo aquele ali ser o primeiro, pois assim que terminasse com a garota,
ela estaria morta, ainda quente, mas morta. Era um desperdício, mas teria que
ser assim, ninguém iria se meter.
Então,
de repente o homem para com aquilo, a garota ainda está viva, ela pensa que
terminou, pensa que ele já gozou. Mas não, as coisas sempre tendem a piorar. O
bruto homem olha para os outros e vocifera.
-
Vocês vão começar a trabalhar ou vão ficar ai me olhando? – aquelas palavras
entrando nos corações daqueles homens e eles se levantaram e saíram quase a
tropeços, nem um iria querer pagar para ver o que iria acontecer.
- Me mate, por favor me mate agora.
-
Sua morte já foi decretada, mas não irar ser rápida e não irar ser indolor...
Se culpar alguém por esse sofrimento, culpe Eju, ele mesmo quem decretou o que
irei fazer com você, foi ele quem mandou não te matar, mas sim torturar e me
satisfazer. Você não vai morrer, ainda não irá. – e falando isso, ele tira um
pano do bolso, enfia na boca dela e a amordaça – isso é apenas para você não
morder sua língua. – o coração da garota esfria mais ainda e ela entrega todas
as forças, mas alguma coisa a impedia de cair no sono desmaiado.
O
homem a vira de costas e começa e introduzir sua mão no ânus dela. A garota se
debate no chão batido e tenta urrar e morder sua língua, mas não consegue, como
resposta a isso, o homem da dois tapas fortes em cada uma das orelhas dela e
depois, força a cabeça dela contra o chão.
-
Se você pensa que isto é o pior que pode lhe acontecer, devo acabar com suas
esperanças. – e logo em seguida, Ramiro faz coisa pior que não irei escrever
aqui.
A
tormenta continua com atos tão malignos que os demônios e os diabos iriam se
divertir com tamanho sofrimento causado por um ser que nasceu com a
neutralidade. A garota tenta gritar mais não consegue, os homens lá fora gritam
e a mão do homem daqui de dentro fecha e a garota toma outro soco na cara. A
mão fechada dentro dela sai ainda estando fechada, seu útero tem contrações
arrepiantes, deve ser sangue, a
garota defeca e o homem a vira de novo de barrica para cima, arreganha mais
ainda as pernas dela e mete com força, batendo em seu útero.
-
Está pronta para os outros, pois eu já. – e goza dentro dela.
De
repente o corpo do homem tomba sem forças para cima dela, a garota já não
estava vendo mais nada, só sente algo quente sendo jorrado em seu rosto. Um
pequeno baque se escuta e o brutal sai de cima. Pelos Deuses, ai vem o outro.
Algo
tira sua mordaça, sua visão já não era boa, ela só ver um vulto. Depois de tudo isso ele ainda vai querer me
beijar? Em seus desespero, a garota em meio a um pranto sem importância
pede a morte mais outra vez.
-
Seja digno, me mate logo, não aquento mais.
-
Seja um pouco mais forte e aquente. – Enquanto falava essas palavras, alguém
limpa seu rosto e a coloca no colo, ela se agarra a camisa desta pessoa com as
duas mãos ou tenta fazer isso com seus dedos quebrados, ela percebe que sua
cabeça está apoiada no peito desta pessoa, pois ela escuta a batida acelerada
do coração dele, alguma coisa a faz perceber que é reconfortante está bem ali, Seria a morte tão reconfortante assim? –
Desculpa minhas primeira palavras, elas estavam na influencia da luta de agora
pouco – era uma voz masculina, mas era uma voz suave e tênue, não era igual a
dos Drow, era mais firme, mas potente, mas ao mesmo tempo transmitia suavidade
e esperança, aquilo não podia ser morte, mas
está tão quentinho – Não desista, estamos perto agora, falta pouco, Não
durma, fale comigo – agora tudo era dormência, nem um de seus sentidos
atendiam, menos seus ouvidos e talvez sua voz, e agora a voz daquele ser
milagroso parecia desesperada – fale comigo, me diga seu nome, sim, Seu nome,
como te chama?
-
Lara, Meu pai me chamava de Lara... Eu vou seguir ele.
-
Lara, faltam apenas poucos passos, não vá.
-
Porque não? Lá estão meus pais, aqui Eu não tenho ninguém e os que eu tenho só
querem me usar para sexo e outras coisas.
-
Fique comigo então. Converse comigo, seja minha amiga, minha única amiga, eu
também sou solitário, não tenho amigos, todos morreram, todos foram levados, só
tenho agora você e você não pode morrer.
-
Não posso ser sua amiga.
-
Porque não você pode ser minha?
-
Eu nem te conheço.
-
Eu já sei que você é um pouco solitária e você já sabe que eu sou solitário
também. Já é o suficiente para mim. Então o que você acha?
-
Você tem que me cativar primeiro.
-
Então no primeiro dia eu te carrego no colo, no segundo dia pego na tua mão, no
terceiro dia te olho nos olhos...
-
Você é igual a Cem mil outros, falam a mesmas coisas bonitas apenas para me
confundir.
-
Então a pequena raposa já leu O Pequeno Principe. – a voz rir e continua – lhe
garanto que quando te cativar eu serei único em cem mil outros homens.
-
Não sou uma raposa, eu sou uma...
-
É sim, age com a Raposa e pensa igual a ela, mas agora não importa mais o que
você é ou deixa de ser, pois já chegamos, você já pode dormir e relaxar, agora
você está a salva e em segurança. Agora durma pequena raposa.
-
Como a raposa pode dormir nos braços do caçador?
-
Apenas durma, minha pequena. – a voz voltara a ser bastante suave e carinhosa.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Sofia Vann e o Diabo ( PARTE UM )
"Eu queria não sentir o que eu senti, quando eu a conheci. Eu queria não ter sido banido do reino dos céus, ter compreendido Deus, porque só então, talvez, tudo entre mim e ela seria mais fácil. Eu ainda seria uma figura que representa o bem, um anjo. O regente da orquestra de Deus.
Como posso eu, a milhares de anos atrás, ter ido contra a vontade de Deus? Mas não posso me arrepender dos meus motivos. Eu jamais me curvaria aos humanos. Mas se eu tivesse conhecido Sofia antes, talvez eu tivesse não só me curvado, mas também amado a todos eles, conforme Deus ordenara.
Eu não conseguia sentir amor por uma raça tão inferior... Eles viviam apenas de felicidade, apenas de viver. Eu quis lhe dar um pouco de razão para as suas vidas, um pouco de sabedoria para quem sabe eu pudesse amá-los. Seria como um amigo seu, lhe pedir para amar o gato dele. Por mais que você disesse da boca pra fora que o ama, não amaria.
Eu não consegui amar os humanos quando Deus mandou. E quando eu lhes dei do fruto proibido, eu achei que eles fariam bom proveito. Que talvez eu pudesse manter qualquer tipo de relação e me redimir a Deus. Mas os humanos usaram a sabedoria para impor guerras, usaram do nome de Deus para justificar o poder que tinham. Não posso mentir que retirante as razões as quais Deus me baniu, eu não o odeio tanto assim, eu até o admiro bastante. Foi por isso que eu confundi a cabeça dos humanos... Para ver quais aqueles são dignos realmente do amor de Emanuel. Eu os induzi á várias crenças, a várias línguas, a várias guerras. Mas Emanuel ainda não entende meus motivos. Ainda os ama.
Séculos após séculos, mais anjos foram caindo. Mais anjos foram se aderindo a meu exército. Sei que uma longa guerra será travada. Eu gostaria que não houvesse. Mas quando eu caí, eu passei a ter sentimentos, emoções as quais eu não tinha antes no céu... E a única coisa que me vem na cabeça é um ódio tremendo.
Não me arrependo do mal que faço aos humanos, se eles amassem mesmo a Deus do jeito que Deus os ama. Sequer se queixariam das dores, dos problemas, causados por mim.
Mas, foi aí que Sofia nasceu. E meu mundo foi totalmente abalado pela sua existência. Não sei explicar, mas quando ela nasceu, eu senti que algo muito bom estava por vir. Foi quase que a mesma sensação que Deus deve ter sentido quando Jesus nasceu. Mas ela não era o meu anticristo.
Quando eu era anjo tinha a lei do purificado. Purificado era quando uma pessoa nascia e o nosso cotidiano era abalado por ela, e a gente sentia sua energia radiando do mundo, e a gente tinha que descer e procurar de onde vinha essa energia e dedicar toda a nossa vida para a proteção dessa pessoa, era assim que nos tornávamos anjos da guarda.
Mas eu não era mais anjo, como eu ainda sentia aquilo? Era muito estranho, era como se algum vestígio de anjo tivesse sobrado em mim. Mas Deus não deixaria que isso sobrasse, Emanuel é perfeito. Então como podia? Eu me neguei a seguir o purificado por anos. Até que um dia, quando eu passava pela região sul do mundo, a energia ficava cada vez mais forte e irresistível a vontade de procurar o que era, quem era e o porquê daquilo...
Foi então que parece que por destino ou coincidência, eu passei justamente por onde irradiava tanta energia chamativa e atrativa. Eu perguntei para Elias, o segundo anjo que caiu após a mim, se ele sentia algo, e ele me disse que não. Com uma baita curiosidade, MALDITA CURIOSIDADE, eu resolvi entrar na casa a qual aos meus olhos, saía uma luz branca muito forte.
Existem leis. Não é porque Emanuel e eu tínhamos brigado que não mantínhamos acordos. Acordos de coexistência pacífica. Eu só poderia entrar nos lares, ao qual a pessoa permitisse a minha entrada. Como ela permitiria? No ato exato de um pecado capital. Em rituais de magia negra, ou com pensamentos imundos, ruins, malignos.
Foi então, que eu fiquei parado na porta, vendo se havia alguma barreira que me impedisse de entrar, mas não havia. E eu entrei na casa... Passei pela porta como se não houvesse porta. Segui para o quarto onde aparentemente seria o foco de tanta luz.
Na cama, repousava suavemente Sofia. Com certeza haveriam de existir humanas lindíssimas e Sofia não se encaixaria nesse grupo. Mas até que era uma humana bonitinha. Fiquei pensando como uma pessoa repousando em um sono tão profundo pode ter permitido o diabo entrar na sua casa. Resolvi investigar o seu sonho.
Coloquei a mão em sua cabeça e fechei os olhos. Vi-me em seu sonho... Era noite e ela caminhava na praia. Lua cheia. Apenas caminhava em direção ao mar. Algumas vezes desesperada, pois era como se seus pés estivessem em uma esteira, ou como se andasse em uma superfície lisa que não a permitisse que se locomovesse por mais que andasse, pois ela dava muitos passos e não chegava sequer a se mover para onde a água tocava o solo. "
Então eu cheguei, e olhei pra ela. E o sonho dela se interrompeu. Ela olhou assustada para mim e disse:
- Quem é você?
- Eu? – perguntei duvidoso por ela conseguir me ver em seu sonho.
- Sim, você. O que faz aqui nessa praia à uma hora dessas? E afinal qual o problema dessa praia, é ilusão de ótica ou o que? Faz tempo que tento chegar ao mar, mas não consigo...
- É que essa praia é minha – tentei seguir o sonho, para não ser um choque pra ela... Para que ela não acordasse. - E só entra no mar quem eu permito que entre.
- É? E o que é preciso fazer para entrar nesse mar? Eu não sabia que você era dono do mar, podia ser até o dono da praia, mas do mar? Porque não me deixar entrar? Ficou aí me observando, vendo meu esforço e sequer se mexeu para ordenar a sua terra que me levasse ao seu mar?
- Você faz perguntas demais. Cale-te. Eu que devo fazer perguntas. O que faz você aqui na minha praia á uma hora dessas?
- Pra falar a verdade eu não sei... Na verdade...
Enquanto ela ia contando que estava na casa da avó e apenas queria chegar ao shopping, para assistir um filme, com seu namorado... Todo o lugar foi se modificando e sendo alterado para uma casa...
- Está vendo? Agora eu estou atrasada, ainda estou aqui na casa de minha avó... Eu tenho que ir.
- Não, você não vai!
- Claro que vou... - saiu andando em direção a porta e foi sumindo.
“Então o sonho acabou, e ela acordou. Quando os olhos dela abriram, eu estava parado á sua frente com a mão em sua cabeça. Ela deu um grito desesperado. Então, eu fechei os olhos calmamente e fiz com que ela dormisse novamente.
Fiquei a olhando, por um tempo. Em minha cabeça só se passava um pensamento como ela podia ter me visto? Ninguém pode me ver a menos que me evoque, a menos que eu queira me aparecer, e eu não havia permitido que ela me visse.
Esperei até que fosse de manhã. Eu iria cruzar o seu caminho e estabelecer comunicação com aquela humana. A manhã chegou e meus soldados me perguntaram o que eu estava fazendo ainda ali. Eu os ordenei que seguissem sem mim, que depois nos encontraríamos no inferno, que eu tinha que resolver umas coisas pessoais e que por enquanto Elias estaria no comando.
Eram oito horas da manhã, quando Sofia pôs seu rosto na rua, olhou pros dois lados, trancou a porta de sua casa e seguiu. Eu sempre atrás, um pouco distante, fui a seguindo. Até que ela entrou em uma faculdade, devia ser estudante de algum curso. Fiz todos ali acreditar que eu também era um estudante. Tomei minha forma humana. Entrei em sua sala e me sentei próximo...
Resolvi tomar uma iniciativa, afinal o que se passava comigo? Eu era o Diabo, permiti que todo mundo ali me visse, e eu poderia destruir todos num piscar de olhos. Então porque me dava borboletas na barriga em pensar em chegar perto dela?”
Foi então que eu tomei coragem, me aproximei e falei o óbvio.
- Bom dia... Posso me sentar ao seu lado... Sou novato. – O Diabo falando uma coisa dessas, quem diria... –
- Bom dia, pode sim. Sabe tenho a impressão que te conheço...
Na hora eu fiquei imaginando que só podia ser porque na noite anterior ela me viu com a mão na sua cabeça.
- É eu tenho um rosto bem comum.
- E bem bonito. – ela deu um meio sorriso no rosto e eu retribuí. Não por eu ter me importado com o que ela disse, mas porque eu tinha que agir como um humano normal. Eu acho... –
“Incrível naquele dia teve aula de psicologia, a primeira do ano. E a aula era para fazermos dupla com alguém para nos conhecermos melhor. Logo vi que devia fazer pouquíssimo tempo que o curso havia começado.”
- Então... Aonde você nasceu? Você acredita em Deus? E a sua fé? O que você faz da vida? Faz algo de especial... Algum segredo? – eu estava apenas querendo entender e sair dali o mais rápido o possível, ficar muito próximo de humanos me enojava. -
- Bom, acho que vou começar do meu jeito... Meu nome é Sofia e o seu?
- Lucif... Ilho... Lucifilho. – por pouco eu não disse que era Lúcifer. -
-Lucifilho?
- É!
- Que nome exótico. Meu nome é Sofia. E o que você faz da vida?
- Trabalho com relações humanas. – em partes eu não menti. –
- Legal, eu trabalho depois das três em uma loja de vídeo games.
- Parece interessante...
- Na verdade, não. Nem é o que eu queria pra mim. Todas as noites eu peço a Deus que me dê outro emprego. Mas acho que ele não gosta muito de mim. – Sorriu. –
- Mas é claro que ele gosta muito de você.
- Então o diabo me ama... Por que...
- Como assim o diabo te ama? O Diabo minha cara não ama humanos, tire isso da sua cabeça de vento! – Falei bastante ofendido após aquela declaração.
- Era só uma expressão...
- Desculpe, é que eu sou... Muito... Religioso. E você?
- Nem tanto, às vezes eu penso que Deus não existe ,que céu não existe e que se tudo isso existe não é muito favorável pra minha vida.
- Você devia parar de se queixar tanto. – Falei a olhando fixamente. – Deus...
-Porque eu devo? Só porque você tem uma vida a qual não tem nada a se queixar? Á qual nenhuma força atrapalha a sua vida? Dane-se você e suas teorias, você não pode dizer pra mim o que sentir, eu sinto o que eu quero. E eu não me queixo. Não me queixo de nada. Nem de você ter aparecido na minha vida, nem de você ter me seguido desde a rua lá de casa até aqui na faculdade, nem de eu nunca ter te visto e todo mundo aqui te conhecer... Não tenho culpa se você deve ser um menino popular, riquinho e mimado que fica se esquisofrenando com as meninas que julga retardadas para tirar uma com a cara delas. Quer saber, se exploda! – se levantou e saiu da sala muito enfurecida. –
Como é que é? Quem ela pensa que é pra gritar comigo e sair daquele jeito arrogante? Se ela soubesse quem eu sou jamais faria aquilo. Logo fui atrás dela. Não precisei procurar por muito tempo, pois, ela é minha purificada.
“Encontrei-a sentada em um banco, ainda muito irritada. Antes de ir até ela, hesitei. Ela irritada sentada naquele banco, com um olhar pensativo... Chegava a ser fascinante para eu admirá-la. Admirar uma humana? Onde eu estava com a cabeça? Mas era muito fascinante! Era como se ela fosse uma pessoa incrível. Ela usava um vestido curto azul, eu nunca vou me esquecer... Nem do seu cabelo enrolado, que tocava aqueles belos ombros. E seus olhos atenciosos no que pensava. E me deixava louco pra ter a atenção deles.”
- Sofia, qual o seu problema? Eu apenas queria fazer o trabalho da faculdade e você se revolta assim e sái. Quem você pensa que é pra dizer que eu sou tudo isso que você disse? Fique sabendo que eu não sou! E que você me ofendeu muito! Eu nem sei na verdade o porquê de eu ainda estar aqui perdendo tempo com você...
- Desculpe...
- Desculpe uma ova,... – prestei atenção no que ela disse... E então raciocinei- Desculpas? Não entendi.
- É que eu estou muito irritada, acho que também sou um pouco paranóica, de achar que você estava me seguindo. É que ultimamente andam aparecendo uns homens estranhos... Que vem me falar de Deus e religião, acho que eu estou com um imã disso, então quando você começou com aquele papo, eu me irritei... Desculpe-me.
- Ah. Tudo bem. Eu te desculpo. Mas que homens são esses que estão te seguindo? Que coisa mais estranha não é mesmo. - Perguntei muito curioso, pois homens que seguem mulheres e ficam falando de Deus, e que ela ainda acha que são filhinhos de papai, naquela hora só me veio na cabeça: Anjos de Deus. -
- Seus olhos me deixam assustada...
- Meus olhos? – por que ela não me respondia logo e acabava logo com aquilo? Ela tinha que mudar de assunto... humanas, todas iguais! - Não há nada de errado com eles...
- Há sim, eles são maldosos.
“ Lembrei-me que tinha um compromisso no inferno, receber os recém novos soldados...”
- Olha façamos assim, eu tenho que ir... Mas de noite eu gostaria de sair com você para eu – quase confessei que só queria saber por que ela era minha espécie de purificada. – Para nós, nos conhecermos melhor, tudo bem?
- E como iremos nos encontrar?
-Não se preocupe com isso, apenas esteja na praça do centro da cidade ás sete horas, eu te levo de carro para um lugar pra gente comer algo. – Confesso que estava até eufórico, meu primeiro encontro de toda a existência... -
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A Sombra da Fé(1)
bem, agora vai ser mais ou menos assim, capítulos desarticulados sem estar na sequencia. Para aqueles que não conhecem, A Sombra da Fé é meu mais novo projeto, ele é bem simples, é uma história do gênero Fantasia Medieval que conta a história de Orfelia Baloar, uma paladina da Ordem de Lina. Para saber mais da história, só lendo mesmo, pois sou péssimo em contar o que são minhas histórias.
--------------------------------------
Fragmento do 3º capitulo.
- Orfelia, porque você está aqui?
-
Vocês que me mandaram.
-
Então porque veio?
-
Pois mandaram eu vim.
-
Você ainda não entendeu porque você permanece no mundo?
-
Como irei saber? Ninguém fala a verdade e os que dizem falar a verdade, cada um
tem uma verdade diferente.
-
Então porque você ainda pergunta?
-
Porque eu não sei.
- Não
sabe o porque de perguntar a todos que se
dizem saber a resposta da verdade ou não sabe porque ainda pergunta para todos aqueles que dizem saber a resposta?
-
Eles são mais sábios do que eu.
- Não
respondeu minha pergunta, mas ainda assim respondeu... mas me diga, então o
porque deles serem mais sábios do que você.
-
Eles não se dizem sábios.
- Mas
você também não se diz sabia.
- Todos
dizem que são...
-
Você é todo mundo?
- Eles
conhecem muitas coisas.
-
Você também conhece varias outras que eles desconhecem. Como este local por
acaso.
- Mas
eles compreendem bem muitas coisas.
- E
você realmente sabe o porque de estar aqui?
-
Porque vocês querem.
- Não,
não é porque queremos, é porque podemos.
-
Então o poder é tudo.
-
Você tem o poder de matar, você gosta de matar?
-
Não, nunca gostei.
-
Então porque mata?
- Eles
são malignos.
- E
você também não é não?
-
Não...
- Não?
- Um
pouco.
- Um pouco?
-
Vocês quem me mandam fazer isso.
-
Você é ou não é maligna?
- NÃO
-
Você sente prazer em matar.
-
Vocês me fizeram assim.
- Você
se fez assim.
-...
- Foi
apenas você quem fez as escolhas.
-
Vocês me colocavam em situações que precisavam disto.
-
Colocava-mos?
-
Sim, situações em que ou eu fazia isso ou eu morria.
-
Você não morre, não pode morrer.
- Mas
ainda sofro as dores.
-
Então você fez tudo isso apena para não sofrer?
-
Sim.
- E
conseguiu? Seu sofrimento de agora é menor do que quando matou teus filhos?
-...
- E
então? Conseguiu o que queria, parou de sofrer?
-
Não.
-
Porque você acha que não consegue se livrar do sofrimento?
- Não
sei.
- Não sabe? Como? se a pouco tempo atrás
você falou que fez o que fez para parar de sofrer.
-
Simplesmente não sei. Se vocês me deixassem morrer, eu poderia ao menos parar
de sofrer.
-
Você acha mesmo que a dor e o sofrimento vão acabar apenas porque você morreu?
-...
-
Você ainda não entendeu porque não morre? Você ainda não entendeu que não somos
nos que a prende a vida, mas sim você
mesma que se prende a vida. Se você morresse, você não teria um descanso em
paz, se transformaria em mais uma alma penada, se lamentaria por tudo que já fez
ou tudo o que deixou de fazer, pois é exatamente isso que você faz...
-
Pare com isso, pare de me atormentar, porque você sempre vem me atormentar
deste jeito? Anjo maldito, se tua função é me atormentar você é o melhor de
todos, deveria ser elevado para arcanjo, pois teu trabalho é feito com
perfeição.
-
Orfelia, Orfelia, Orfelia... lamento por você sofrer tanto e sempre que me ver
sofre mais ainda. Mas minha função não é te atormentar, mas sim te guiar...
- ME
GUAIR COMO, CARALHO?!! Com essas malditas perguntas? Com essas malditas
filosofias baratas de sofrimento? O que a porra de um anjo sabe sobre o
sofrimento, vocês vivem em sua perfeição em um mundo perfeito e vem me falar de
sofrimento. O quanto você já sofreu para poder se equivaler a meu sofrimento?
-
Sofro a cada momento que passo perto de você, pois o que lhe tenho é amor. Eu
sofro a cada vez que te percebo indo para o caminho errado. Sofro em muito
quando penso em você e me lembro que todos os outros já desistiram de você.
Sofro, pois sou sua responsável, que sou tua ligação com a Gloria de Lina, que
sem mim, Lina já decretaria a tua morte e teu banimento para o esquecimento
eterno, que é a morte da alma. Eu sofro, por estar dentro de você, por sentir
seus sentimentos, por acreditar que as coisas vão melhorar, por acreditar em
você. Eu sofro, pois eu sou parte de você. Eu sofro porque eu sou você, Orfelia
Tirel. – Orfelia se ver como tal, se ver como poderia ser e como deveria ser e
ate mesmo como não gostaria de ser, ela ver mil delas e mais mil a cada
instante.
-
Todas elas são Eu, tantas escolhas e escolhi ser essa coisa.
- Não,
nem uma delas é você, você é aquilo que você é e nada mais do que isto. Essas
imagens são apenas construções de sua mente. Remova esse vestido que
escolheste. O nome paladino é apenas outra construção, já existiram paladinos
piores do que você e hoje são glorificados. O tempo é efêmero e os motais
escolhem o que escrever e o que foi e o que não foi feito no passado. E agora
se você me perguntar se essa é uma verdade, eu diria que nem eu mesma saberia
dizer se sim ou se não, pois a verdade não existe.
Assinar:
Postagens (Atom)